Segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 26 de outubro de 2026
Apenas três em cada 10 pais e responsáveis dizem confiar muito nas instituições de ensino do País. O índice caiu de 55%, em 2021, para 30% neste ano. Já os que afirmam confiar pouco chegaram a 55%. Os dados são da nova etapa da pesquisa “Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes”, realizada pelo Instituto Futuro é Infância Saudável (Infinis) em parceria com a Quaest e divulgada no final do mês passado.
A pesquisa foi realizada entre 29 de maio e 7 de junho de 2026, com 2.202 brasileiros de 18 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Em 2021, a categoria com maior percentual era “confia totalmente”, seguida por “confia em parte”. Já em 2026, a maior parcela passou a estar em “confia muito”, seguida por “confia pouco”.
Entre as instituições e profissionais que atuam na proteção de crianças e adolescentes, psicólogos e serviços de aconselhamento são os que concentram o maior percentual de pessoas que dizem confiar muito, com 60% das respostas. Na sequência aparecem a polícia (49%), o Conselho Tutelar e o Disque Denúncia ou Disque 100 (ambos com 46%).
Na outra ponta, apenas 19% dizem confiar muito em abrigos e ONGs. A Justiça aparece com 35%, seguida pela igreja (39%), por UBSs, hospitais e clínicas (40%) e por assistentes sociais ou CRAS (42%). Algumas porcentagens não somam 100% porque não estão incluídas as respostas “nem concorda nem discorda”, “não sabe” e as pessoas que não quiseram responder.
Segurança na escola
O estudo mostra ainda que 73% dos brasileiros consideram as escolas pouco ou nada seguras para crianças e adolescentes, enquanto 26% as avaliam como seguras. A percepção de insegurança predomina em todas as regiões do país, mas varia de 66%, no Sul, a 76%, no Sudeste. O índice é de 73% no Norte, 72% no Centro-Oeste e 70% no Nordeste.
Entre os que consideram o ambiente escolar pouco ou nada seguro, 70% apontam a violência entre os próprios alunos como um dos motivos, 8% citam agressões praticadas por professores ou outros profissionais contra estudantes e 18% mencionam as duas situações. A violência entre os alunos também aparece como motivo em todas as regiões: 79% no Norte, 77% no Centro-Oeste, 71% no Nordeste, 70% no Sudeste e 61% no Sul.
A percepção de insegurança também varia de acordo com o tipo de escola. Entre os entrevistados, 72% consideram as escolas públicas pouco ou nada seguras, ante 59% dos que avaliam as instituições privadas dessa forma. No recorte regional, a percepção de insegurança chega a 76% no Sudeste, 73% no Norte, 72% no Centro-Oeste, 70% no Nordeste e 66% no Sul.
Entre os que consideram a escola pouco ou nada segura, 70% apontam a violência entre os próprios alunos como um dos motivos. O percentual chega a 79% no Norte e 77% no Centro-Oeste, enquanto é de 71% no Nordeste, 70% no Sudeste e 61% no Sul. Outros 8% citam violência praticada por professores ou outros profissionais contra estudantes, e 18% mencionam as duas situações. As demais respostas somam 4%.
Quando questionados sobre o que poderia tornar as escolas mais seguras, 23% apontam uma maior participação das famílias no ambiente escolar e outros 23% defendem professores mais preparados para identificar situações de violência. Na sequência aparecem parcerias com Conselho Tutelar, Saúde e Assistência Social (19%), psicólogos e apoio dentro da escola (17%) e ações de prevenção e orientação sobre violência (12%).
Em uma situação de agressão contra o filho, procurar uma autoridade na escola é a principal orientação dada pelos pais e responsáveis, tanto entre aqueles com filhos em escolas públicas (77%) quanto entre os que têm filhos em escolas privadas (71%).
Já 16% dos responsáveis por alunos da rede pública dizem que orientariam o filho a devolver a agressão, percentual que cai para 9% entre os da rede privada. Afastar-se dos agressores é citado por 5% na rede pública e 7% na privada, enquanto fazer um boletim de ocorrência aparece em 4% e 6%, respectivamente. As informações são do jornal O Globo.
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