Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de dezembro de 2015
Depois de temporadas vivendo em Madri (Espanha) e Nova York (EUA), o escritor português Hugo Gonçalves chegou em 2011 ao Rio de Janeiro (RJ), atraído pelo estilo de vida da cidade, pela exuberância do país e pela perspectiva de um Brasil em ascensão, distante do clima de melancolia e desistência que via contaminar seu país natal com a crise econômica.
O encantamento gradualmente foi vencido pelas dificuldades do dia a dia e pelas mudanças no cenário político e econômico, desconstruindo aquele otimismo, que, assim como a Gonçalves, atraíra uma nova onda de imigrantes europeus para o Brasil nos anos do boom – simbolizado pela capa da revista britânica Economist com o Cristo Redentor decolando do Corcovado.
Gonçalves se despediu do Rio, da casa onde morava na Gávea, na zona sul, e dos amigos cariocas em março deste ano, exemplificando uma reversão que começa a ser observada no fluxo de imigrantes para o Brasil.
Depois de anos de crescimento vertiginoso, o número de estrangeiros que vieram viver, estudar ou trabalhar no país teve a primeira queda desde 2009. No ano passado, 99.796 estrangeiros entraram no Brasil, contra 102.366 em 2013, de acordo com levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas. (Júlia Dias Carneiro/BBC)
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