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Variedades Cálculos, limites e segurança: entenda como funciona a decisão de abortar a decolagem de um avião

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Avião da Latam aborta decolagem em Guarulhos. (Foto: Reprodução/Aviação Guarulhos JPD)

Interromper a decolagem de um avião é um procedimento normal e seguro. Essa decisão, no entanto, não é tomada de forma improvisada. Ela envolve cálculos técnicos e protocolos rígidos de segurança definidos antes mesmo de a aeronave entrar na pista. Limites são previamente estabelecidos, que variam de acordo com as condições reais do avião e do aeroporto.

Pelo Regulamento Brasileiro da Aviação Civil, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), toda decolagem deve ser planejada a partir de uma velocidade específica, chamada de velocidade de decisão.

Esse parâmetro define até que ponto é seguro abortar e a partir de qual momento a aeronave deve necessariamente continuar o procedimento, mesmo diante de uma falha.

Segundo a Anac, uma abortagem pode acontecer em qualquer ponto a partir do início da contagem regressiva ou decolagem. Os motivos vão de erros humanos, técnicos ou de cálculo a problemas meteorológicos ou falhas de funcionamento.

Protocolos

Segundo o comandante Décio Correa, presidente do Fórum Brasileiro para o Desenvolvimento da Aviação Civil, um piloto só pode tomar essa decisão após analisar uma série de fatores, como o comprimento da pista, a temperatura ambiente e o peso da aeronave. A partir desses dados, é definida uma velocidade que garante que a aeronave consiga parar com segurança.

“Para abortar uma decolagem vai depender de uma série de fatores e há uma determinada velocidade que você deve atingir para se ter uma abortagem segura, caso contrário, o avião sai da pista”, diz.
De acordo com ele, essa é a velocidade número 1, a V1, “que é aquela que você pode abortar a decolagem porque vai estar seguro e os freios vão funcionar”.

“Quando você tem uma freada enérgica, por exemplo, isso faz com que aqueça os freios. E, se o piloto retardar a decisão de abortagem, vai ter que aplicar os freios com mais energia e aí eles podem superarquecer”, diz.

Velocidade

A definição dessa velocidade não é fixa. De acordo com Geraldo Portela, especialista em gerenciamento de risco, ela é calculada pelo computador de bordo da aeronave e varia de voo para voo. Alguns dos critérios levados em conta são:

• Peso da aeronave: “Quanto mais pesada estiver, mais velocidade ela tem que ter. Então, o limite de velocidade é maior se ela estiver muito cheia e muito pesada”.
• Condições da pista: se é uma pista curta, mais longa, se ela é inclinada, se está seca, se está molhada ou se tem alguma contaminação.
• Altitude e condições atmosféricas do aeroporto: “Se o ar está menos denso, você exige velocidades maiores para poder gerar sustentação e fazer uma decolagem segura, e a configuração de flaps, que são elementos das asas que determinam a sustentação e o arrasto durante a corrida”.

Segundo ele, o computador busca um equilíbrio matemático entre todas essas variáveis e define qual é a velocidade V1 para aquela condição específica.

“Essas condições variam de voo para voo e de aeroporto para aeroporto. Por isso, não existe uma velocidade exata para um avião: ela depende da configuração, da carga, do aeroporto e da temperatura. O computador define essa velocidade, e o piloto trabalha com ela. Até esse limite, ele tem a chance de abortar a decolagem”, explica Geraldo Portela.

Regras da Anac

O Regulamento Brasileiro da Aviação Civil estabelece que, se a falha de motor ocorrer antes de a aeronave atingir a velocidade de decisão, o procedimento correto é abortar a decolagem.

Nessa condição, o avião ainda consegue parar dentro da distância de aceleração-parada disponível. Isso ocorre porque a velocidade é menor e, apesar da perda de potência, não há dificuldade em interromper a corrida de decolagem, desde que a ação seja imediata.

Por outro lado, se a falha de motor acontecer após a velocidade de decisão ser atingida, o regulamento aponta que a aeronave já dispõe de velocidade e potência suficientes para concluir a decolagem com segurança dentro da distância disponível remanescente.

Nessa situação, tentar parar a aeronave seria inadequado, pois, devido à alta velocidade, não haveria distância suficiente para uma frenagem segura. (Com informações do g1)

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