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Agro Calor extremo redesenha o mapa da agricultura global

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O calor extremo está reescrevendo o roteiro sobre o que os agricultores, pescadores e silvicultores podem cultivar

Foto: Arquivo/Ministério da Agricultura
O calor extremo está reescrevendo o roteiro sobre o que os agricultores, pescadores e silvicultores podem cultivar. (Foto: Arquivo/Ministério da Agricultura)

O calor extremo está levando os sistemas agroalimentares globais ao limite, ameaçando os meios de subsistência ​e a saúde de mais de 1 bilhão de pessoas, ​de acordo com um novo relatório das agências de alimentação e de meteorologia da ONU (Organização das Nações Unidas).

A FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e a OMM (Organização Meteorológica Mundial) afirmaram que as ondas de calor estão se tornando mais frequentes, intensas e prolongadas, prejudicando as colheitas, a pecuária, a pesca e as florestas.

“O calor extremo está reescrevendo o roteiro sobre o que os agricultores, pescadores e silvicultores podem cultivar e quando podem ⁠cultivar. Em alguns casos, está até mesmo ​determinando se eles ainda podem trabalhar”, disse Kaveh Zahedi, chefe do escritório de mudanças climáticas ​da FAO.

“Em sua essência, esse relatório está nos dizendo que enfrentamos um futuro muito incerto”, afirmou.

Conjuntos de dados climáticos recentes mostram que o aquecimento ⁠global está acelerando, com 2025 entre os três anos mais quentes já registrados, ​provocando ‌extremos climáticos mais frequentes e severos.

Atuando como um multiplicador de riscos, o calor extremo intensifica as secas, os ⁠incêndios florestais e os surtos de pragas e reduz drasticamente a produtividade das colheitas quando os limites críticos de temperatura são ultrapassados.

O relatório afirma que as temperaturas mais altas estão diminuindo a margem de segurança da qual as plantas, os ‌animais ⁠e os seres humanos ‌dependem para funcionar, com queda na produtividade da maioria das principais culturas quando as temperaturas ultrapassam cerca de 30°C.

Zahedi disse que cada aumento de um grau na temperatura média global reduz a produção das ⁠quatro principais culturas do mundo – milho, arroz, soja e trigo – em cerca de 6%.

As ondas de calor marinhas também estão se ‌tornando mais frequentes, reduzindo os níveis de oxigênio na água e ameaçando os estoques de peixes.

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