Domingo, 04 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de março de 2022
É muito provável que a Rússia dê um calote em sua dívida externa e sua economia sofrerá uma contração de dois dígitos este ano depois que o Ocidente lançou sanções sem precedentes em escala e coordenação, disse um grupo de lobby do setor bancário global na segunda-feira.
O Instituto de Finanças Internacionais (IIF) estimou que metade das reservas estrangeiras do Banco Central da Rússia são mantidas em países que impuseram congelamentos de seus ativos, reduzindo severamente o poder de fogo do banco na formulação de políticas.
O Banco Central, que na segunda-feira elevou as taxas de juros e introduziu controles de capital, priorizaria a proteção de poupadores domésticos com investidores estrangeiros sendo colocados como “um dos últimos da lista”, disse o IIF.
“Se ficarmos aqui e isso (a crise) aumentar, o default e a reestruturação são prováveis”, disse Elina Ribakova, vice-economista-chefe do grupo de lobby, a repórteres durante uma teleconferência.
Segundo ela, o calote seria “extremamente provável”, embora o tamanho relativamente pequeno das participações estrangeiras – em torno de 60 bilhões de dólares – na dívida russa limitaria as consequências.
A inadimplência em títulos no mercado interno era muito menos provável, acrescentou.
O Banco Central da Rússia e o Ministério das Finanças russo não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
A Rússia invadiu a Ucrânia na semana passada, levando o Ocidente a impor uma série de sanções. Entre elas, o congelamento dos ativos do Banco Central russo, a remoção de muitos bancos russos do sistema global de pagamentos SWIFT e uma lista de indivíduos e entidades com ativos bloqueados no exterior. A Rússia chama sua ação militar na Ucrânia de “operação especial”. As informações são da agência de notícias Reuters.