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Política Câmara dos Deputados aprova a derrubada de trechos de decretos de Lula sobre saneamento

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Dispositivos que permitem que empresas estatais prestem serviço sem licitação foram derrubados

Foto: Freepik
Dispositivos que permitem que empresas estatais prestem serviço sem licitação foram derrubados. (Foto: Freepik)

Em uma derrota para o governo, a Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira (3), por 295 votos a favor e 136 contra, a derrubada de trechos de dois decretos do presidente Lula que alteraram a regulamentação do Marco Legal do Saneamento Básico. A matéria ainda precisa ser aprovada pelo Senado.

Sancionado em 2020 pelo então presidente Jair Bolsonaro, o Marco Legal previa que novas contratações para a prestação de serviço só poderiam ser feitas por meio de abertura de concorrência, com igualdade de condições entre os setores públicos e privado.

As novas regras editadas por Lula em abril, contudo, permitem que empresas estatais prestem serviços de saneamento sem licitação com os municípios em região metropolitana, aglomeração urbana ou microrregião. As mudanças deixaram o setor privado apreensivo. Parlamentares alegaram que a regulamentação ultrapassou os limites da legislação aprovada pelo Congresso três anos antes.

Em linhas gerais, os deputados decidiram, na quarta, que dois pontos dos decretos devem ser derrubados:

– O que permite que empresas estatais prestassem serviços de saneamento sem licitação em região metropolitana, aglomeração urbana ou microrregião. Na avaliação de técnicos, isso permite, por exemplo, que o Estado autorize o serviço de saneamento de uma estatal em regiões com municípios colados, sem que os municípios decidissem sobre isso.

– Dispositivo que diz respeito à comprovação da capacidade econômico-financeira do prestador de serviço. No decreto, o governo permitiu que as empresas comprovassem, até o fim de 2025, a salubridade financeira “por meio de contratos provisórios não formalizados, ou de contratos, instrumentos ou relações irregulares ou de natureza precária”.

Segundo o relator da matéria, deputado Alex Manente (Cidadania-SP), fica mantido até 2025 o prazo para que empresas apresentem a comprovação de capacidade de investimento, desde que sejam em situações regulares.

A votação do mérito ocorreu minutos depois da aprovação da urgência do projeto que derrubava os decretos de Lula. Já com um placar de ampla derrota, a Câmara decidiu votar o texto mesmo com apelos do deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo, para que a votação fosse adiada. Parlamentares da base governista, do PSD e do MDB, votaram contra o Executivo.

Guimarães chegou a dizer que o resultado da votação levaria o governo a “refletir sobre as relações aqui dentro”. “Esses líderes foram intransigentes a não dialogarem com o líder do governo para votar essa matéria terça ou quarta-feira. Eu nunca vi isso aqui no Parlamento”, declarou.

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Léo Hard P
4 de maio de 2023 12:08

Kkk

Fernando Krause
4 de maio de 2023 12:02

“Perdeu, mané…”

Jorge Schröder
4 de maio de 2023 12:49

Uma segunda derrota em apenas 2 dias…O Luís achou que ia enfiar guela abaixo suas obsoletas e ultrapassadas ideias de economia estatizada e engenhocas beneficiando seus interesses arrecadatórios e de seus cupinchas …se deu mau. Vai enfrentar nesses 3 anos e 8 meses um grande desafio para contentar seus pares sedentos de grana pública e tentar impor suas vontades num colegiado que parece estar mais coeso com a realidade.

Deomar Carvalho
4 de maio de 2023 13:55

Muitas outras derrotas virao.

Denise Goulart de Munhós
4 de maio de 2023 18:51

Isso aí deputados!!! Façam jus ao mandato que lhe foi delelgado pelo povo e ao polpudo salário que lhes pagam os pagadores de impostos!!!

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