Terça-feira, 16 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 2 de setembro de 2021
Com apoio da oposição, texto foi aprovado por 398 votos a 77
Foto: Cleia Viana/Câmara dos DeputadosPor 398 votos a 77, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) o texto-base da reforma do IR (Imposto de Renda) de pessoas físicas, empresas e investimentos.
A sessão foi encerrada antes da análise dos chamados destaques (sugestões de alteração na matéria), que podem ser votados nesta quinta-feira (02). Aprovada na Câmara, a matéria seguirá para o Senado.
Até o início da tarde desta quarta-feira, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que estava “finalizando algumas conversas” para viabilizar a votação. A votação se deu após acordo entre parlamentares do governo e da oposição.
O relator da matéria, deputado Celso Sabino (PSDB-PA), atendeu a demandas de deputados para chegar a um consenso — como a retirada do limite de renda de quem pode fazer declaração simplificada do Imposto de Renda.
O projeto foi enviado em junho pelo governo ao Congresso como parte da reforma tributária. Para as pessoas físicas, as principais mudanças são o reajuste na tabela do IR e a ampliação da faixa de isenção.
Mudanças no IR das empresas
O relator apresentou cinco versões do seu parecer. Na última, protocolada nesta quarta-feira, Sabino previu um corte de sete pontos percentuais (de 15% para 8%) na alíquota do IRPJ (Imposto de Renda das empresas) e um corte de um ponto percentual na CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido). O corte na CSLL está vinculado à redução de incentivos tributários destinados a setores específicos.
Inicialmente, o deputado previa cortar em 12,5 pontos percentuais o IRPJ e não previa mudanças na CSLL. Ele mudou de ideia para angariar apoio de governadores e prefeitos, que alegam perda de recursos com a reforma, já que a arrecadação do Imposto de Renda das empresas é compartilhada com estados e municípios e a CSLL, não.
Mesmo com as mudanças desta quarta-feira, secretários estaduais de Fazenda calculam perdas de R$ 9,5 bilhões por ano para os cofres estaduais e municipais. A Abrasf (Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais) manteve a estimativa de perda de R$ 1,5 bilhão somente para as capitais e maiores cidades do país.
Pela proposta original do Executivo, o impacto fiscal da reforma do Imposto de Renda seria nulo — ou seja, não haveria aumento nem queda de carga tributária ou arrecadação. O Ministério da Economia, entretanto, não divulgou estimativas sobre o impacto fiscal da versão da reforma aprovada pela Câmara.
Taxação de lucros e dividendos
O texto aprovado prevê a tributação em 20% de lucros e dividendos distribuídos pelas empresas. É uma forma de compensar a redução dos demais impostos. Os dividendos são isentos de impostos no Brasil desde 1995. A mudança é uma das bandeiras da oposição. Contudo, ainda há a expectativa de que o percentual caia para 15% durante a votação dos destaques.
Ficam isentos da cobrança os lucros e dividendos distribuídos por empresas que estão no Simples Nacional e por empresas optantes do regime de lucro presumido que faturam até R$ 4,8 milhões.
Dividendos até R$ 20 mil distribuídos por pequenos negócios e os distribuídos entre integrantes do mesmo grupo econômico também permanecem isentos de cobrança. O texto ainda prevê o fim da dedutibilidade dos JCP (Juros sobre Capital Próprio), uma forma de remunerar os acionistas que traz vantagens tributárias às empresas. Diversos setores da economia são contra o fim do JCP.
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Você é rico, minion? Tem plano de saúde privado, casa própria e automóvel? Ou só é mais um apedeuta massa de manobra dos liberalóides que querem privatizar tudo para ganhar dinheiro em negociatas? Se não fosse o SUS e o serviço público em geral, 99% dos brasileiros morreriam à míngua, pois não têm tenda para contratar serviços privados. Entendeu, agora, ruminante perdido da cloroquina? Ou tem que desenhar?
Nunca vejo nada no sentido de diminuir os gastos com esta inutil máquina pública…..
CHEGA DE AUMENTAR IMPOSTOS….!!!
MALDITOS….!!
Diminuir as lagostas do STF ???
Diminuir a verba partidaria???