Domingo, 24 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de maio de 2025
Casa quer cortes estruturantes de gastos para cumprir meta fiscal
Foto: Lula Marques/Agência BrasilApós pedir ao governo que reveja o aumento do IOF (Imposto de Operações Financeiras), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que o parlamento está disposto a aprovar medidas antipáticas de corte de despesas para alcançar a meta de gastos definida pelo arcabouço fiscal.
“Talvez tenha chegado a hora de enfrentar esse problema, de colocar o dedo na ferida e rever e ajustar aquilo que não está correto. É isso que nós estamos nos dispondo a fazer, sabendo até que, muitas das vezes, são medidas antipáticas que precisarão ser tomadas perante a sociedade”, afirmou Motta após reunião de líderes desta quinta-feira (29).
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), ressaltou que é preciso manter o aumento do IOF neste ano para evitar cortes sociais em saúde, educação e que colocam em risco o funcionamento da máquina pública.
Já o presidente da Câmara, Hugo Motta, cobra medidas de cortes de gastos consideradas mais estruturantes. “A situação já está se tornando ingovernável. Quem quer que venha a ser o presidente no próximo mandato com certeza encontrará um país com orçamento cada vez mais engessado, com menos discricionariedade”, completou.
A fala de Motta ocorre após o Congresso dar um prazo de 10 dias para o governo apresentar uma alternativa ao decreto que elevou alíquotas do IOF que, segundo o Ministério da Fazenda, impactaria apenas as empresas e os contribuintes mais ricos, evitando uma maior limitação do funcionamento da máquina pública.
Em resposta, o Legislativo ameaçou derrubar o decreto que pretendia arrecadar cerca de R$ 20 bilhões por meio do IOF. Além dessa medida, o governo anunciou um bloqueio de 31,3 bilhões no orçamento deste ano para cumprir a meta fiscal.
Segundo Motta, há convergência no colégio de líderes para enfrentar pautas que antes eram “praticamente impossíveis de serem faladas”. “Isso demonstra o sentimento que a Câmara tem de poder ajustar realmente as contas públicas”, disse.
Motta citou, como possíveis medidas estruturantes, a revisão de isenções fiscais e a reforma administrativa, mas evitou entrar em detalhes e disse que a proposta deve vir do Executivo. “Essa solução tem que ser apresentada pelo governo”, disse.
Governo
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, disse que o governo não é contra discutir medidas de corte de gastos mais estruturantes, mas ressaltou que, no curto prazo, para 2025, é preciso manter o decreto do IOF.
“Nós vamos entrar numa situação de shutdown [colapso da máquina pública]. É uma situação em que o governo praticamente não roda. Eu tenho falado para o pessoal da oposição que defender a derrubada do decreto do IOF é jogar a conta nos mais pobres. Isso porque na hora de cortar, você corta de onde? De despesa discricionária, de programa social, saúde, educação”, disse o parlamentar fluminense.
Para a liderança governista, o decreto do IOF tem impacto pequeno. “Aqui tem uma resistência muito grande a qualquer coisa que coloque a conta para o andar de cima”, finalizou.
Entenda
O arcabouço fiscal aprovado no início do governo, que substituiu o teto de gastos criado pelo governo de Michel Temer, obriga a União a cumprir uma meta fiscal que define os gastos que o Estado pode ter a cada ano. Para cumprir essa meta, o Ministério da Fazenda anunciou um congelamento de R$ 31,3 bilhões para este ano.
Além desse bloqueio, a Fazenda anunciou , somado a medidas para aumentar a receita via IOF com impacto fiscal positivo de cerca de R$ 20 bilhões neste ano. Após críticas dos bancos e do Congresso Nacional, parte das medidas foi revogada.
Segundo a Fazenda, mesmo com o aumento das novas alíquotas do IOF anunciadas, elas estão em patamar inferior ao do governo anterior e atingiriam apenas os mais ricos e as empresas, sem afetar as pessoas físicas.
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Carlão, não força a pouca inteligência do trouxa. Assim ele vai fritar os poucos miolos que tem.
Não pasta o jumento, porque tu não fala para o teu presidente que está na hora de ele parar de fazer turismo a toda hora pelo mundo todo e , começar a cortar as viagens de turismo da cuidadora de idoso,um único exemplo por último, pegar o maior avião da FAB para ir sozinha para a Rússia, não precisa falar mais nada né? Se é que tu consegue entender, é claro, pois para um petista isto é um enorme exercicio intelectual e de carater.
Esqueceu de mencionar as gastanças, viagens e falcatruas desse teu desgoverno, bem como reduzir os 38 ministérios. Não acha que seria uma bela solução também, ..com isso o incompetente taxad não precisaria aumentar maís os impostos.
Quem sabe essa tropa de parlamentares que ganham milhões em salários e penduricalhos, reduza as quantidade de assessores em 50% cada um, para reduzir os gostos do dinheiro público. As mídias, por que nao adotam essa Campanha??a Sociedade agradece. REDUZIR PELA METADE O NÚMERO DE ASSESSORES. ISSO SERIA A ECONOMIA GIGANTE. Por outra,o bananinha que está conspirando nos EUA tem uma gentalha de assessor vgbdo. FORA FORA
Outro trouxa, pede pro teu descondenado gastar menos, isso tu não fala analfabeto.
Desconta. nas Emendas Parlamentar?