Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de julho de 2016
A Petrobras ganhou fôlego para ultrapassar a crise financeira com a queda do dólar frente ao real nos últimos dias. Pelas contas da consultoria Economática, a dívida da estatal fechou o segundo trimestre 31,9 bilhões de reais menor que a de março. Como a maior parte do financiamento é paga em dólar, toda vez que a moeda cai, a petroleira é favorecida.
“A Petrobras não vai mais precisar vender os seus ativos de forma açodada”, afirmou o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires. O período de alívio, no entanto, é incerto. “Enquanto o dólar permanecer cotado próximo a 3,20 reais, a Petrobras ganha fôlego.” Na média do segundo trimestre deste ano, o dólar foi negociado a 3,20 reais, quase 10% mais baixo do que o valor adotado como referência pela estatal no primeiro trimestre.
Com a retração, o resultado financeiro da petroleira melhorou. Além de pesar sobre o endividamento, o dólar tem efeito sobre as despesas e a empresa ganha na importação de petróleo e de combustíveis. No período de janeiro a março, a dívida da Petrobras somava 450 bilhões de reais, 72% dela em moeda americana. Na época, o dólar estava em alta em relação ao real, o que ajudou a derrubar o resultado financeiro da empresa. No trimestre, a estatal fechou com prejuízo de 1,2 bilhão de reais. (AE)
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