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Eleições 2026 Campanha de Flávio Bolsonaro escala o ex-procurador Deltan Dallagnol para analisar dados apresentados por Lula à Justiça Eleitoral

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Ex-procurador da Lava-Jato foi eleito senador pelo Paraná neste ano, mas enfrenta questionamentos de sua elegibilidade. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) escalou o senador eleito pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo) para analisar os documentos apresentados pelo presidente Lula (PT) no acordo para abertura dos sigilos bancário e telefônico dos dois candidatos. A escolha do ex-procurador da República foi anunciada nessa quinta-feira (22), a três dias do segundo turno presidencial.

Em entrevista coletiva, a advogada de Flávio, Maria Claudia Bucchianeri, afirmou que a equipe jurídica do senador já reuniu a documentação necessária para autorizar a divulgação de suas informações. A entrega, no entanto, ficaria condicionada à conferência dos arquivos apresentados pela campanha de Lula, para verificar se o material atende aos termos estabelecidos entre os dois lados.

O acordo prevê a divulgação simultânea das informações dos candidatos, além de dados de familiares e pessoas jurídicas incluídas nas autorizações. A iniciativa surgiu após a troca de declarações durante a campanha eleitoral e passou a ser discutida pelas equipes jurídicas dos dois presidenciáveis.

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça afirmou que os candidatos podem autorizar voluntariamente a divulgação dos próprios dados, sem necessidade de autorização judicial. A análise dos documentos pelas campanhas, contudo, não substitui eventuais procedimentos oficiais para apurar possíveis irregularidades.

Embate

A discussão começou durante o debate presidencial da Band, realizado no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a tornar públicos seus dados bancários e telefônicos. O presidente também propôs incluir informações de familiares, ampliando o alcance da iniciativa.

Depois do debate, apoiadores de Lula passaram a publicar conteúdos sobre o assunto nas redes sociais. A mobilização também foi incentivada pelo canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), conforme noticiado pelo jornal O Globo.

Flávio participou do encontro acompanhado de aliados e integrantes de sua campanha, entre eles Dallagnol, que vestia uma camiseta com a frase “eu prendi o Lula”. O episódio ocorreu em meio à intensificação das disputas entre os candidatos na reta final da campanha presidencial.

Trajetória

Dallagnol ganhou projeção nacional como coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba, responsável por investigações de corrupção envolvendo a Petrobras, empreiteiras e agentes públicos. Antes de ingressar na política, atuou como procurador da República no Ministério Público Federal (MPF).

Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral cassou seu mandato de deputado federal ao entender que sua saída do Ministério Público, enquanto respondia a procedimentos disciplinares que poderiam resultar em demissão, configurou irregularidade relacionada à Lei da Ficha Limpa.

Neste ano, Dallagnol recebeu autorização do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná para concorrer ao Senado. A decisão, porém, foi contestada por adversários e levada ao TSE para análise de sua elegibilidade. (Com informações do jornal O Globo)

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