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Notícias Campanha de Lula pede inelegibilidade de Flávio Bolsonaro e acusa o candidato de receber doação vedada

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Campanha de Lula pede ao TSE inelegibilidade de Flávio por abuso econômico. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A coligação de Lula (PT) protocolou no último sábado, dia 29, uma ação na Justiça Eleitoral contra Flávio Bolsonaro, pedindo a cassação do registro do candidato à Presidência do PL e a inelegibilidade do adversário.

A campanha de Lula tomou essa medida após a presença de Flávio Bolsonaro na Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo. Durante o evento, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chamou o candidato à Presidência ao palco, no que a chapa do petista considera ter sido um “showmício disfarçado” e um caso de “financiamento empresarial indevido.”

Em Barretos, Flávio Bolsonaro conversou com o público do evento. O candidato pediu votos a quem estava presente e se declarou “futuro presidente do Brasil”. Ele também apresentou promessas relacionadas ao agronegócio e à instituição familiar.

Para a campanha de Lula, ao utilizar uma estrutura profissional de grande porte e financiada por empresas privadas, o discurso de Flávio configura uma doação indireta.

“O abuso é patente, portanto, não só pelo tamanho do evento, como também pela utilização de estrutura custeada por pessoa jurídica, a caracterizar doação indireta de fonte vedada”, diz a coligação.

A chapa ainda argumenta que a presença de Flávio Bolsonaro no palco da festa não foi uma “manifestação espontânea”, mas um ato político “previamente organizado e coordenado, inserido deliberadamente na programação do evento.”

“Houve a transformação do que seria um evento cultural, artístico e esportivo em um verdadeiro comício eleitoral em favor dos Representados Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar. O eleitor que comprou um ingresso para assistir a shows artísticos foi surpreendido com um verdadeiro ato de campanha eleitoral durante o intervalo. Não houve somente o desvirtuamento de um show em comício, mas também ato de campanha em bem de uso comum cuja veiculação de propaganda é terminantemente proibida”, diz o texto.

A ação pede ainda que sejam levantadas informações sobre contratos, patrocínios, custos de produção, divulgação e outras despesas relacionadas à Festa do Peão. O objetivo é identificar quem financiou a estrutura utilizada durante a participação do candidato.

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