Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Canal do Panamá bate recorde de carga após fechamento do Estreito de Ormuz

Compartilhe esta notícia:

Segundo a ACP (Autoridade do Canal do Panamá), 521 milhões de toneladas de carga foram transportadas em quase 14 mil navios no último ano fiscal. (Foto: Reprodução)

O Canal do Panamá bateu seu recorde de trânsito de carga impulsionado pelo fechamento do estreito de Ormuz, no Oriente Médio, e apesar das reduções no tráfego provocadas pela seca associada ao fenômeno El Niño, segundo a administradora da via e dados oficiais divulgados nessa quarta-feira (21).

Segundo a ACP (Autoridade do Canal do Panamá), 521 milhões de toneladas de carga foram transportadas em quase 14 mil navios no último ano fiscal, de 1º de outubro de 2025 a 30 de setembro de 2026.

O recorde anterior havia sido registrado em 2022, com 518 milhões de toneladas.

Em comunicado, a ACP informou ainda receita total de US$ 6,6 bilhões (R$ 33,2 bilhões) com as operações do canal, alta de 16% em relação ao ano fiscal anterior.

A administradora do canal, Ilya Espino de Marotta, explicou à AFP que o aumento da carga foi resultado do “boom” de embarcações após o fechamento de Ormuz e porque os efeitos do El Niño só afetaram o fim do ano fiscal.

“Longe de restringir os fluxos comerciais, o Canal do Panamá facilita o comércio marítimo internacional ao oferecer aos seus clientes uma rota confiável e segura”, afirmou a administradora do Canal do Panamá Ilya Espino de Marotta durante teleconferência que apresentou os números.

Antes do início do conflito no Oriente Médio em fevereiro, 20% do petróleo e do gás natural liquefeito transitavam por Ormuz.

Desde então, o Canal do Panamá elevou os trânsitos diários de 36 para 41 “por um período”, com navios que buscavam alternativas para o transporte seguro de energéticos, informou Espino de Marotta.

Esse aumento permitiu amortecer a posterior redução nos trânsitos que a rota panamenha teve de implementar devido à escassez de chuvas.

A via funciona com água doce armazenada em dois lagos artificiais, cujos níveis diminuíram com a seca provocada pelo El Niño.

Com 80 quilômetros, a rota conecta principalmente trajetos da China, Japão e Coreia do Sul com a costa leste dos Estados Unidos.

As informações são da agência de notícias AFP e da ACP.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Trump tomou lado na eleição brasileira e “faxina” no Itamaraty seria péssima, diz o chanceler brasileiro Mauro Vieira
Transparência Internacional cobra de Flávio Bolsonaro explicação sobre faturamento de R$ 13,7 milhões de seu escritório de advocacia
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x