Sexta-feira, 07 de agosto de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
15°
Partly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Saúde Câncer de colo do útero pode ser eliminado no Brasil com medida simples: vacinação

Compartilhe esta notícia:

A vacina contra o HPV pode mudar o cenário em relação a essa doença, que é uma das principais causas de morte entre brasileiras.

Foto: Reprodução
(Foto: Reprodução)

Janeiro marca o início de um ano, sendo um momento muito oportuno para relembrar a importância da saúde da mulher. Neste mês, dedicado especialmente à conscientização sobre o câncer do colo do útero, precisamos reverberar uma mensagem clara: a eliminação dessa doença é possível, e a vacinação contra o HPV é uma das chaves para atingir esse objetivo.

Causado em quase 100% dos casos pelo papilomavírus humano (HPV), o câncer de colo de útero ainda é um dos maiores desafios da saúde pública no País. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam mais de 17 mil novos casos e mais de 6 mil mortes por ano.

Além disso, existe uma grande diversidade regional. Enquanto no Sudeste a incidência estimada é de cerca de 12 casos por 100 mil mulheres, na região Norte é de aproximadamente 20 casos por 100 mil mulheres. Esses números se tornam ainda mais alarmantes quando lembramos que a doença é altamente prevenível, graças à vacina contra o HPV, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

O HPV infecta tanto homens quanto mulheres e, na maioria das vezes, não apresenta sintomas. Porém, em alguns casos, a infecção pode evoluir para lesões precursoras ou câncer, em especial o câncer do colo do útero – mas também está ligado a outros tipos, como tumores de pênis, canal anal e orofaringe.

A vacinação contra o HPV, introduzida no Brasil em 2014, protege contra os subtipos mais perigosos do vírus, que causam cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. A imunização em meninas e meninos antes do início da vida sexual é crucial para garantir uma maior eficácia.

A imunização contra a doença tem avançado nos últimos anos. Dados recentes mostram que mais de 98% das meninas e 80% dos meninos de 9 a 14 anos – faixa etária prioritária para imunização – receberam a vacina.

A meta recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alcançar a proteção coletiva é de 90%. Entretanto, esses dados são heterogêneos, com alguns estados registrando cobertura muito inferior, como o Acre, onde apenas 57% das meninas e 43% dos meninos estão vacinados.

Desafios

Mesmo com a vacina amplamente disponível, mitos e desinformação ainda são grandes obstáculos. Muitos pais hesitam em vacinar seus filhos por acreditarem, erroneamente, que isso poderia incentivar o início precoce da vida sexual. Além disso, há a falta de campanhas educativas, especialmente em comunidades mais vulneráveis.

Outro fator importante é o impacto da pandemia de covid na cobertura vacinal, incluindo o HPV. Muitas famílias deixaram de levar os filhos aos postos de vacinação, e essa lacuna ainda não foi totalmente preenchida. Precisamos de um esforço conjunto para reverter essa situação. Campanhas de conscientização, treinamento de profissionais de saúde e parcerias com escolas são essenciais para garantir que a vacina chegue a quem mais precisa.

Além das políticas públicas, a participação da sociedade é essencial. Escolas, empresas, ONGs, universidades e outras entidades podem desempenhar papéis importantes na disseminação de informações e na facilitação do acesso à vacina e ao exame preventivo.

 

(Fernanda Maia/Estadão Conteúdo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Brasil monitora surto de vírus respiratório na China
Mulheres que fumam têm maior chance de entrar na menopausa antes dos 45 anos
Pode te interessar