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Mundo Candidato à presidência de extrema direita, Javier Milei vence as eleições primárias na Argentina

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Economista ultraliberal, Milei propõe dolarizar a economia do país

Foto: Reprodução/Twitter
A eleição de Javier Milei representa um movimento importante da sociedade argentina que resolveu romper com a política tradicional. (Foto: Reprodução/Twitter)

O candidato oposicionista de extrema direita Javier Milei surpreendeu e foi o mais votado nas eleições primárias da Argentina, realizadas no domingo (13). A votação final para a presidência do país e outros cargos ocorrerá em 22 de outubro.

A chapa de Milei, A Liberdade Avança, recebeu mais de 30% dos votos. A segunda chapa mais votada foi a Juntos pela Mudança, também de oposição, com 28% dos votos. Em outubro, ela será representada por Patricia Bullrich.

A chapa governista, União Pela Pátria, ficou em terceiro, com 27,27% dos votos, o pior desempenho do peronismo na história das prévias. O ministro da Economia, Sergio Massa, será o candidato.

Milei

Economista ultraliberal e autodeclarado “anarcocapitalista”, Javier Milei propõe dolarizar a economia e fechar o Banco Central. Ele é contra o aborto e considera as mudanças climáticas “uma farsa” da esquerda.

Admirador dos ex-presidentes Jair Bolsonaro (PL) e Donald Trump (Republicanos), ele une o voto dos indignados com os partidos tradicionais, principalmente entre os mais jovens. “Essa alternativa não só dará fim ao kirchnerismo, dará fim a toda a casta política ladra, parasitária e inútil que afunda esse país”, disse Milei no domingo, após o fechamento das urnas.

Primárias

Mais de 35 milhões de pessoas foram convocadas para participar das primárias na Argentina, um país com uma das taxas de inflação mais altas do mundo e aumento da criminalidade.

O comparecimento foi inferior a 70%, o menor para uma eleição primária desde que esse tipo de votação começou a ser realizado na Argentina, mais de uma década atrás.

Além dos candidatos à presidência, as primárias definem quem serão os postulantes que disputarão as 24 cadeiras no Senado, as 130 na Câmara dos Deputados, a prefeitura de Buenos Aires e o governo da província de mesmo nome, entre outras posições. O voto é obrigatório.

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