Segunda-feira, 02 de fevereiro de 2026

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Brasil Cão Orelha: Polícia ouve adolescente e descarta desafio de redes sociais

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Polícia civil informou que não encontrou provas que comprovem, por enquanto, a tese de que os maus tratos teriam sido motivados por desafios online

Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Santa Catarina ouviu mais um dos adolescentes suspeitos de maltratar e matar o cão Orelha. A Delegacia Especializada do Adolescente em Conflito com a Lei de Florianópolis é responsável pelo caso.

Segundo informações da Polícia, por enquanto não foram encontrados indícios de que o crime foi motivado por desafio de redes sociais. Outro adolescente ainda precisa ser ouvido pela Polícia. A investigação segue em andamento.

Expansão das investigações e novas infrações

De acordo com os relatórios policiais, o grupo é suspeito de participar de uma sessão de tortura contra o cão Orelha, que precisou ser submetido a eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. Além disso, a investigação aponta uma tentativa de afogamento contra um segundo cachorro, chamado Caramelo, que conseguiu escapar.

Para além dos maus-tratos a animais, a Delegacia Especializada apura a prática de atos análogos à depredação de patrimônio e crimes contra a honra praticados contra profissionais que atuam na região da Praia Brava.

O delegado-geral da PCSC, Ulisses Gabriel, afirmou que o objetivo atual é a individualização das condutas de cada um dos quatro jovens envolvidos.

Procedimentos legais e o papel do ECA

Por envolver suspeitos com idade entre 12 e 18 anos incompletos, o caso é regido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e não pelo Código Penal comum. Caso as autorias sejam confirmadas, o relatório final será enviado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei.

A legislação brasileira estabelece que a medida socioeducativa de internação tem um prazo máximo de três anos.

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