Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de maio de 2019
Opositores convocados pelo presidente autoproclamado da Venezuela, Juan Guaidó, marcharam neste sábado (4) em direção aos principais quartéis do país para exigir que as Forças Armadas deixem de apoiar o presidente Nicolás Maduro, após a fracassada rebelião de terça-feira (30).
Os manifestantes tentaram fazer uma proclamação pedindo aos militares que apoiem um governo de transição liderado por Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países.
O líder da oposição, que liderou o levante junto com outro nome importante do movimento, Leopoldo López, libertado pelos insurgentes de sua prisão domiciliar, enfatizou a natureza pacífica das manifestações.
“Venezuela: Hoje nos mobilizamos de forma cívica e pacífica aos pontos de concentração e unidades de militares mais próximos em todo o território nacional. O objetivo é levar nossa mensagem sem cair em confronto nem provocações”, escreveu Guaidó em sua rede social.
No geral, a manifestação oposicionista deste sábado ocorreu de modo contido, pacífico e tenso.
A capital estava tomada por agentes da polícia, do Exército e da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) que amedrontaram muitos cidadãos que haviam saído ou pensado em sair de casa para protestar.
Resposta de Maduro
O presidente venezuelano Nicolás Maduro convocou neste sábado (4) as Forças Armadas para que ficassem a postos para defender o país de um eventual ataque dos Estados Unidos, coincidindo com mobilizações convocadas pela oposição, liderada por Juan Guaidó, em direção de bases militares.
Acompanhado pelo alto comando e milhares de soldados, Maduro pediu que eles “estejam prontos para defender o país com armas na mão, se o império norte-americano ousar tocar essa terra”. “União, coesão, disciplina, obediência, subordinação e fundamental para a Constituição, o país, a revolução e o comandante-em-chefe legítimo!”, afirmou o presidente a cerca de 5.000 soldados, cadetes em sua maioria.
Antes do discurso, transmitido por rádio e televisão estatais, Maduro dirigiu um veículo militar em uma grande esplanada onde funciona uma base de treinamento das Forças Armadas, em El Pao, no estado de Cojedes (noroeste).
Depois de um fracassado levante liderado por Guaidó na terça-feira, o presidente reiterou o seu apelo à lealdade, e exigiu que os militares fiquem de “olho aberto quanto a traidores e a quinta coluna”. “Os generais e almirantes foram informados ontem: lealdade, eu quero uma lealdade ativa (…) Eu confio em você, mas olho aberto, um punhado de traidores não podem manchar a honra, unidade, coesão e imagem do Exército”, afirmou Maduro.
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