Sábado, 27 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 16 de junho de 2025
Zambelli foi condenada a dez anos de prisão por ter invadido os sistemas do CNJ junto com o hacker Walter Delgatti Netto.
Foto: ReproduçãoO senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que a deputada licenciada e foragida da Justiça Carla Zambelli (PL-RJ) cometeu crime, mas que sua condenação foi injusta.
Flávio afirmou ainda que entende o lado da deputada, cujo paradeiro é desconhecido, e que vê ato de desespero em sua fuga.
“A gente tem que defender aqueles que nós achamos que são perseguidos injustamente. E eu acho que a Carla também está sendo vítima de uma perseguição política”, disse, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.
“Ela está sendo acusada de ter dado ordem para um maluco lá do hacker invadir o sistema do CNJ [Conselho Nacional de Justiça] e botar lá um mandado de prisão para o Alexandre de Moraes. Cometeu um crime. Mas não é um crime para ser condenado a dez anos de cadeia.”
Essa é a primeira declaração de Flávio sobre o tema. Desde 2022, quando parte do bolsonarismo atribuiu a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao episódio em que ela correu armada pelas ruas de São Paulo atrás de um homem, muitos se afastaram da parlamentar. O próprio Bolsonaro disse não ter “nada a ver” com a fuga da deputada.
Flávio defendeu que Zambelli também seja contemplada no projeto de lei que dá anistia aos condenados nos ataques golpistas de 8 de janeiro —proposta atualmente paralisada tanto na Câmara, quanto no Senado.
O filho do ex-presidente criticou a velocidade da condenação imposta à parlamentar. Para o senador, o ritmo do desfecho do caso não sinalizaria um processo com tramitação normal.
O episódio envolvendo o ataque hacker é de 2022, e Zambelli foi condenada no Supremo Tribunal Federal (STF) neste ano.
“Eu vejo mais uma pessoa ali que está num nível de descrença das instituições brasileiras, num nível até de desespero, eu acho, do que vai fazer da vida. Porque ela não merece estar presa, não merece essa condenação que ela tomou”, afirmou.
Zambelli foi condenada a dez anos de prisão por ter invadido os sistemas do CNJ junto com o hacker Walter Delgatti Netto. Ela saiu do Brasil para não ser presa após o trânsito em julgado da ação e desembarcou no aeroporto Fiumicino, em Roma, no dia 5, em voo dos Estados Unidos.
Ela passou pelo controle de passaporte com o documento italiano, por possuir a dupla cidadania. Desde então, sua localização é desconhecida.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou na sexta-feira (13) que já há uma ideia de onde a deputada federal esteja na Itália e que ela será extraditada “em breve”.
Lewandowski citou, em um evento sobre segurança pública em São Paulo, precedentes de cooperação entre os dois países, como a entrega de Cesare Battisti aos italianos, autorizada em 2018. Reiterou, ainda, que a Constituição italiana não impede a extradição de cidadãos do país.
“Existem precedentes fortes de cooperação entre esses dois países, entre o Brasil e a Itália. Nós temos um tratado de cooperação. A dupla nacionalidade, tendo em conta aquilo que se conta em conta consignada no tratado, não impede a extradição”, disse o ministro.
A afirmação do titular da Justiça é diferente da informação passada pelo governo italiano nesta sexta no Parlamento do país. Segundo a subsecretária do Interior, Wanda Ferro, Zambelli não foi localizada pela investigação policial até agora. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
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Invadir o sistema do CNJ, para brincar…e emitir um mandado de prisão falso…????
Se fosse verdade ….deveria ser presa por loucura, demencia…
Ela esta protegida da perseguição na Italia, e não será entregue a ditadura do PT…..Ninguem entrega perseguido politico para ditadura….
Se é tão fácil assim invadir o sistema do CONSELHO NACIONAL DE JUSIÇA, imagina as URNAS.
O governo italiano certamente se lembrará do episódio do terrorista Césare Battisti, condenado a prisão perpétua por assassinatos na Itália mas anistiado pelo lulopetismo em 2010…
Foi preso na Bolívia e extraditado para a Itália, onde cumpre prisão perpétua!
Seu advogado brasileiro à época da “anistia política” foi ninguém menos do que Luis Roberto Barroso, posteriormente indicado pela Dilma ao STF e hoje presidente da Corte…
Essa família de marginais quer cooptar e se perpetuar no poder, fazendo falcatruas. Apoiados por gente sem escrúpulos, ignorantes e violentos. Quanto custa a família bolsonaro para os cofres públicos? E o pior, nada fazem para melhorar a vida do povo e do Brasil. Que lavagem cerebral que esses caras fizeram em parte do povo. Impressionante. Realmente, nesse quesito de enganar os incautos, essa família é perfeita.