Domingo, 11 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 5 de janeiro de 2026
O ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL-SC) afirmou que foi impedido de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nessa segunda-feira (5). Segundo ele, a Polícia Federal (PF) informou que as visitas ocorrem apenas às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h, conforme decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Carlos afirmou que a padronização das visitas, determinada por Moraes, eliminou a necessidade de a família protocolar sucessivos pedidos e depender, segundo ele, da “boa vontade” do ministro. Disse também que a restrição ocorre apesar do que classificou como um “momento extremamente delicado de saúde” do ex-presidente.
“O que ocorreu, na prática, foi apenas o fim da exigência de que a família tivesse de protocolar pedidos sucessivos e aguardar – muitas vezes, em vão – a ‘boa vontade’ do ministro”, afirmou Carlos em publicação no X.
A decisão que dispensou a necessidade de autorização individual para as visitas foi tomada na sexta-feira, 2. A medida estabelece o limite de dois familiares por dia, com a determinação de que os encontros ocorram separadamente às terças e quintas-feiras.
Na prática, os horários já vinham sendo utilizados, mas cada visita precisava ser analisada e liberada individualmente pelo ministro. No mês passado, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro obteve autorização nos mesmos termos.
Bolsonaro voltou à custódia da Polícia Federal em 1° de janeiro, depois de passar uma semana internado para a realização de procedimentos médicos. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.
Leia a seguir a postagem de Carlos, na íntegra: “Acabo de sair da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após tentar visitar meu pai. Fui informado de que as visitas familiares estão restritas às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h. Portanto, é importante deixar absolutamente claro: não é verdadeira a informação de que as visitas da família foram liberadas. O que ocorreu, na prática, foi apenas o fim da exigência de que a família tivesse de protocolar pedidos sucessivos e aguardar – muitas vezes em vão – a ‘boa vontade’ do ministro Alexandre de Moraes para autorizar visitas por poucos minutos. Em diversas ocasiões, esses pedidos sequer foram apreciados. Hoje, 05 de janeiro de 2026, mesmo diante de um momento extremamente delicado de saúde, o Presidente Jair Bolsonaro continua impedido de receber qualquer membro da família. Os fatos são esses. Qualquer narrativa diferente disso não corresponde à realidade.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.