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CARNAVAL & POLÍTICA

Getúlio Vargas

Após a ditadura do Estado Novo, de 1937 a 1945, Getúlio Vargas queria se eleger presidente da República em 1950 pelo voto direto. Os compositores Haroldo Lobo e Marino Pinto foram contratados para criar o jingle da campanha. Dessa forma, surgiu a marchinha “Retrato do Velho”, referindo-se ao hábito de expor a imagem de Vargas em repartições públicas, fábricas e lojas. A música ajudou a eleger o candidato e foi além: saiu da disputa eleitoral para animar os bailes de Carnaval. Esta é a letra de “Retrato do Velho”.

Bota o retrato do velho outra vez
Bota no mesmo lugar
Bota o retrato do velho outra vez
Bota no mesmo lugar
O sorriso do velhinho faz a gente trabalhar
O sorriso do velhinho faz a gente trabalhar
Eu já botei o meu
E tu não vais botar
Eu já enfeitei o meu
E tu não vais enfeitar
O retrato do velhinho faz a gente trabalhar…

Não foi a única vez em que uma marchinha de campanha eleitoral invadiu os bailes de Carnaval. A vassoura, símbolo de Jânio Quadros para chegar à Presidência da República em 1960, prometia varrer a corrupção no Brasil. O publicitário Maugeri Neto compôs o jingle que ajudou na vitória de Jânio:

Varre, varre,varre vassourinha!

Varre, varre a bandalheira!

Que o povo já tá cansado

De sofrer dessa maneira.

Jânio Quadros é a esperança desse povo abandonado!

Jânio Quadros é a certeza de um Brasil moralizado!

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