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Brasil Casa dos Atletas olímpicos registrou um crime por dia

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Onze casos foram registrados por mulheres contratadas para limpar os apartamentos. (Foto: Beth Santos/ Prefeitura do Rio de Janeiro)

Nem o policiamento da Força Nacional em seu interior e das Forças Armadas no entorno impediu os crimes dentro da Vila Olímpica, a casa dos atletas nos Jogos Olímpicos. Desde a inauguração dos 31 prédios, em 24 de julho, até a última quinta-feira, foram registrados 27 casos no local – uma média de mais de um por dia. O levantamento foi feito pelo jornal Extra com base em dados da Polícia Civil.

Apesar de a Vila Olímpica ter abrigado cerca de 15 mil atletas e membros de delegações de todo o mundo, a maior parte das vítimas de crimes trabalhava como camareira no local. Ao todo, 11 casos foram registrados por mulheres contratadas para limpar os apartamentos.

O último caso de violência contra camareiras foi registrado por três mulheres contra dois campeões olímpicos. Uma delas afirmou que os dois homens tentaram agarrá-las dentro do apartamento onde estão hospedados. Os atletas foram identificados como Semi Tani Qerelevu Kunabuli e Leone Nakarawa, da seleção de Fiji, campeã olímpica do rúgbi de 7 no Rio.

“Eu estava com duas amigas limpando o apartamento com a porta aberta. Eram 16h. De repente, dois homens enormes apareceram na porta e começaram a tentar agarrar a gente. Os dois estavam claramente alcoolizados”, contou uma das mulheres atacadas.

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