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Polícia Casal é condenado por matar mulher e sequestrar o bebê da vítima na Região Metropolitana de Porto Alegre

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A juíza Greice Pinz destacou na sentença a audácia, frieza e insensibilidade dos réus

Foto: Luiza Meirelles/TJRS
A juíza Greice Pinz destacou na sentença a audácia, frieza e insensibilidade dos réus. (Foto: Luiza Meirelles/TJRS)

Um homem e sua esposa, acusados de matar uma mulher para ficar com o bebê da vítima, em janeiro de 2024, em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foram condenados a mais de 26 anos de prisão cada.

O Tribunal do Júri, presidido pela juíza Greice Moreira Pinz, titular da 1ª Vara Criminal do município, durou dois dias e foi encerrado no fim da noite de quinta-feira (27) .

O casal foi considerado culpado por homicídio quadruplamente qualificado, sequestro qualificado e tentativa de registrar como seu o filho de outra pessoa.

A magistrada ainda condenou os réus ao pagamento de R$ 20 mil em favor do espólio de Vitória da Silva Saliba Rodrigues, a título de compensação extrapatrimonial mínima pelos danos causados. A vítima tinha 22 anos. Cabe recurso da decisão.

A criminosa, de 50 anos, e o homem, de 28, estão presos desde a época dos fatos e não poderão recorrer em liberdade.

Na etapa de dosimetria da pena, a juíza comentou sobre as consequências do crime. “A conduta resultou na privação definitiva do convívio materno da criança de apenas 3 meses de idade. A orfandade precoce imposta ao filho da vítima constitui consequência concreta de especial gravidade, justificando a exasperação da pena-base”, afirmou.

A magistrada também pontuou na sentença a audácia, frieza e insensibilidade dos réus. “Os elementos dos autos demonstram que o crime foi objeto de planejamento e executado de forma deliberada, não se tratando de conduta impulsiva. O casal utilizou-se de estratégia para conquistar a confiança da vítima e viabilizar a execução do delito”, acrescentou.

Caso

De acordo com a denúncia do MP (Ministério Público), o crime ocorreu em janeiro de 2024, quando os réus asfixiaram Vitória e, depois, esconderam o seu corpo. A vítima, que mantinha um relacionamento amoroso com o acusado, acreditava que a ré fosse mãe dele, quando, na verdade, tratava-se de sua esposa.

Segundo a acusação, o casal desejava ficar com o filho da jovem. Na noite do crime, os réus convidaram Vitória para conhecer os familiares deles. No entanto, ela teria sido levada para um local com pouca circulação de pessoas, onde foi agredida e estrangulada.

Segundo o MP, o corpo foi abandonado no local, e o filho de Vitória, que estava junto no momento do crime, foi levado pelo casal. Os dois teriam apresentado o menino como sendo seu filho aos familiares. A denúncia indica que eles também tentaram registrá-lo em um cartório de registro civil de Porto Alegre, mas não conseguiram por falta de documento necessário, o que causou a desconfiança dos funcionários do local.

O bebê foi resgatado alguns dias depois, quando a dupla também foi presa, e devolvido aos familiares da jovem.

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2 Comentários
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Caio Azevedo
29 de agosto de 2026 08:40

Seu capeta, gentileza recolher esses dois.

Eloa Guten não falei isso antes, porque não q
29 de agosto de 2026 11:11
Responder para  Caio Azevedo

Que levem eles para o inferno. Deixou a criança sem mãe!

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