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Bruno Laux Caso Branquinho: MP pede prisão preventiva de investigada por maus-tratos a animais

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O caso ganhou repercussão após provas em vídeo registrarem a morte brutal de um cachorro, golpeado com uma picareta pela acusada. (Foto: Reprodução de vídeo)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Caso Branquinho

O Ministério Público do Rio Grande do Sul recorreu ontem (8) contra a decisão que concedeu liberdade provisória a uma mulher investigada por maus-tratos reiterados contra animais em Porto Alegre. O promotor Felipe Teixeira Neto sustenta que a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e impedir a continuidade das agressões, diante do histórico violento da suspeita. Recentemente, uma operação policial resgatou 35 animais, incluindo cães e cavalos, mantidos em condições degradantes e sem alimentação em posse da investigada. O caso ganhou repercussão após provas em vídeo registrarem a morte brutal de um cachorro, golpeado com uma picareta pela acusada. Para o MPRS, as medidas cautelares impostas pela Justiça são insuficientes para conter o risco concreto de novas infrações contra animais indefesos.

Bem-estar animal

Na Assembleia Legislativa, a deputada Luciana Genro (PSOL) apresentou um projeto para alterar o Código Estadual do Meio Ambiente e estabelecer critérios mais rígidos contra o confinamento inadequado de animais domésticos no Rio Grande do Sul. O texto define legalmente os conceitos de cativeiro e semicativeiro, classificando como maus-tratos a manutenção de animais em espaços que restrinjam a mobilidade ou impeçam a expressão de comportamentos naturais. A medida atinge também o setor comercial, prevendo regras específicas de bem-estar para pet shops, canis e gatis, que deverão garantir condições adequadas de higiene, abrigo e alimentação. Entre as obrigações fundamentais, os responsáveis deverão assegurar acesso contínuo a água limpa e ambientes que evitem o estresse ou o sofrimento físico e psicológico dos bichos. De acordo com a justificativa, a proposta visa sanar uma lacuna normativa que hoje dificulta a fiscalização e a punição de situações de negligência que ocorrem de forma silenciosa e prolongada.

Saúde gaúcha

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cumpriu agendas no Rio Grande do Sul nesta sexta-feira para a entrega de um pacote de investimentos de R$ 193 milhões, voltado ao fortalecimento do SUS por meio do Novo PAC Saúde e do Agora Tem Especialistas. Os repasses incluem 30 micro-ônibus para o transporte de pacientes, 13 unidades odontológicas móveis, quatro ambulâncias do SAMU 192 e equipamentos de alta complexidade, como um novo acelerador linear para tratamento oncológico. Em Canoas, o Hospital Universitário recebeu sete salas de cirurgia e um tomógrafo, infraestrutura que já será utilizada em um mutirão de 700 cirurgias de catarata programado para a próxima semana. A agenda também contou com a assinatura da ordem de serviço para a Policlínica de São Leopoldo e o detalhamento de R$ 86,8 milhões destinados à reconstrução de 56 unidades de saúde afetadas pelas enchentes de 2024.

Momento inoportuno

Em manifesto conjunto direcionado à bancada gaúcha no Congresso Nacional, as federações empresariais do Rio Grande do Sul solicitaram empenho dos parlamentares para o adiamento do debate sobre a redução da jornada de trabalho no Brasil. Assinado por Fecomércio-RS, FIERGS e Farsul, o documento propõe que a discussão sobre mudanças nas escalas do emprego formal seja postergada para 2027, alegando que o atual cenário eleitoral e a polarização política impedem uma análise técnica isenta. As entidades alertam que decisões estruturais desta magnitude podem gerar impactos irreversíveis na produtividade e na competitividade do setor produtivo brasileiro. O texto pontua que o tema exige um ambiente de maior estabilidade e racionalidade econômica para evitar prejuízos diretos à sustentabilidade do mercado de trabalho formal.

Faixa de fronteira

O deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS) apresentou um projeto de lei para revogar integralmente a legislação que dispõe sobre a Faixa de Fronteira desde 1979. Segundo o parlamentar, a norma atual é um obstáculo burocrático baseado em uma lógica de segurança nacional superada que asfixia o crescimento econômico regional. O projeto argumenta que as restrições ao capital estrangeiro e os entraves administrativos impedem que municípios estratégicos atraiam investimentos e financiamentos produtivos de larga escala. Ao remover essas barreiras, o deputado busca alinhar a legislação brasileira aos processos contemporâneos de integração regional e ao dinamismo comercial do Mercosul, transformando as bordas do país em polos logísticos e industriais competitivos, sem comprometer a vigilância institucional e a soberania do território nacional. Conforme a legislação vigente, a faixa de fronteira é uma zona de 150 quilômetros de largura ao longo das divisas terrestres do Brasil, considerada por lei como área indispensável à segurança nacional e sujeita a regras e restrições específicas para a posse de terras, exploração econômica e presença de capital estrangeiro.

* Bruno Laux (Instagram: @obrunolaux)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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