Domingo, 22 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de fevereiro de 2026
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), convocou nova reunião com a Polícia Federal nesta segunda-feira (23). O magistrado é o relator das apurações envolvendo supostas irregularidades do banco Master.
No encontro, o integrante do STF (Supremo Tribunal Federal) deve tratar dos andamentos das apurações e dos próximos passos que devem ser tomados pelos investigadores.
Mendonça já havia se reunido com delegados no último dia 13, em um encontro de aproximadamente duas horas. O objetivo na ocasião era ficar a par da apuração, antes de tomar medidas em relação ao caso.
Ele assumiu a relatoria dos inquéritos do Master após o ministro Dias Toffoli deixar a função, envolto em uma série de decisões polêmicas e a revelação de ligações do magistrado com pessoas interessadas no caso, como Daniel Vorcaro, dono do banco.
A PF deve apresentar o relatório sobre a primeira investigação relacionada ao Master, sobre a tentativa de compra pelo BRB (Banco de Brasília), nas próximas semanas.
Ainda há, no entanto, outras investigações. A maior dela é a relacionada à segunda fase da operação Compliance Zero, que mirou suspeitos de envolvimento em fraudes realizadas pelo banco Master por meio do uso de fundos de investimento.
Em decisão recente sobre o caso Master, Mendonça ampliou a autonomia da PF e restaurar o fluxo normal de perícias, revendo uma determinação anterior de Toffoli que havia designado apenas quatro peritos para acessar os materiais apreendidos.
Entre esses itens, está o celular de Vorcaro. Ele também reduziu nesta o grau do sigilo do inquérito na corte.
Saiba como cúpula da PF reagiu à decisão de Mendonça sobre Caso Master
Integrantes da cúpula da Polícia Federal (PF) ouvidos avaliam como positiva e satisfatória a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça de permitir que a corporação tenha livre acesso à ação relacionada ao Banco Master. Mendonça assumiu a relatoria após o afastamento do ministro Dias Toffoli do caso.
Segundo os investigadores, a decisão restaurou a normalidade do andamento do processo e permitirá a execução dos trabalhos investigativos, atendendo aos principais pedidos da PF de dar acesso dos autos aos policiais, permitir a extração e a análise de dados.
A avaliação é de que o nível de sigilo imposto anteriormente inviabilizava o acesso a informações essenciais, já que o compartilhamento de dados dependia de autorização prévia do relator.
O ministro reduziu o grau de sigilo do processo do nível 3 para o nível 4. Com informações da Folha de São Paulo e do portal Metrópoles.
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