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Brasil Caso Master: Polícia Federal faz buscas contra perito acusado de vazar dados sigilosos

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Durante a ação desta terça-feira, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado.

Foto: PF/Divulgação
Durante a ação desta terça-feira, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado. (Foto: PF/Divulgação)

Um perito criminal da Polícia Federal (PF) foi alvo, nesta terça-feira (19), em Rondônia, da sétima fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes relacionadas ao Banco Master. A nova etapa da operação tem como foco a apuração de um possível vazamento de informações sigilosas ligadas ao caso.

Segundo a Polícia Federal, o investigado teria repassado à imprensa dados restritos sobre o início das investigações envolvendo a instituição financeira. As suspeitas surgiram após a análise de materiais apreendidos durante fases anteriores da operação, conduzida pela corporação com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

A PF investiga a possível prática do crime de violação de sigilo funcional, previsto no Código Penal, além de outras eventuais infrações que possam ter sido cometidas no decorrer da investigação. Os agentes buscam identificar se houve compartilhamento indevido de documentos, relatórios ou informações internas protegidas por sigilo judicial.

Durante a ação desta terça-feira, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado. Além disso, a Justiça determinou medidas cautelares, entre elas a suspensão do exercício da função pública do policial federal até o avanço das apurações.

As medidas foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, relator do caso na Corte, após representação apresentada pela Polícia Federal. O inquérito tramita sob sigilo no STF.

Em nota oficial, o Supremo afirmou que as diligências autorizadas possuem “natureza específica e instrumental”, com o objetivo de preservar o andamento das investigações, evitar eventual reiteração de condutas ilícitas e coletar provas consideradas relevantes para a continuidade do processo investigativo.

O tribunal também destacou que as medidas adotadas não têm relação com qualquer tipo de investigação contra jornalistas ou veículos de comunicação. Segundo o STF, permanece garantida a liberdade de atuação da imprensa, bem como a proteção constitucional ao sigilo da fonte.

“A decisão judicial não implica qualquer direcionamento investigativo contra profissionais da imprensa”, informou a Corte em comunicado divulgado após a operação.

A Operação Compliance Zero foi deflagrada para investigar suspeitas de irregularidades financeiras, lavagem de dinheiro e possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional envolvendo o Banco Master. Desde o início das investigações, a Polícia Federal já cumpriu mandados em diferentes estados e realizou apreensões de documentos, equipamentos eletrônicos e valores em dinheiro.

As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre o conteúdo das informações supostamente vazadas, nem sobre quais reportagens ou veículos teriam recebido os dados. A defesa do investigado não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.

A Polícia Federal informou que as investigações seguem em andamento e que novas fases da operação não estão descartadas.

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