Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de setembro de 2026
Relator afirmou que não há registro de conversa direta entre Paulo Gonet (foto) e Daniel Vorcaro.
Foto: Antonio Augusto/STFO Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) formou maioria nesta sexta-feira (25) para não afastar o procurador-geral da República, Paulo Gonet, dos casos relacionados ao Banco Master. A sessão analisa também se existem elementos para aprofundar a apuração sobre a atuação de Gonet, que não participa da votação por ser alvo da representação.
A análise foi motivada por referências ao procurador-geral encontradas pela Polícia Federal em mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O colegiado é presidido nesta sessão pelo vice-presidente, subprocurador-geral Nicolao Dino.
O relator, subprocurador-geral Francisco Sanseverino, votou pelo arquivamento da representação. Segundo ele, o material reunido não apresenta elementos mínimos de materialidade e autoria que indiquem a prática de crime por Gonet.
Sanseverino afirmou que as mensagens não podem ser analisadas de maneira isolada ou fora de contexto. O relator destacou que a Polícia Federal não encontrou no celular de Vorcaro um contato salvo com o nome “Paulo Gonet” ou “Gonet”, nem identificou conversa direta entre os dois.
As referências ao procurador-geral apareceram principalmente em conversas entre Vorcaro e o advogado Ciro Soares. Para Sanseverino, a ausência de comunicação direta enfraquece a hipótese de uma relação de proximidade entre Gonet e o banqueiro.
O voto também abordou um encontro entre Gonet e Vorcaro em Londres, em abril de 2024. Sanseverino classificou o episódio como isolado e ocorrido em ambiente social, com a presença de outras pessoas.
Sobre uma conversa telefônica entre Gonet e Vorcaro em 15 de março de 2025, o relator afirmou que o contato foi intermediado por Ciro Soares. De acordo com a manifestação de Gonet citada no voto, o advogado teria ligado para Vorcaro e passado o telefone ao procurador-geral para uma saudação. Gonet afirmou que a conversa foi breve e não tratou de assunto relacionado às suas funções.
A conselheira Janice Ascari divergiu do relator. Ela votou contra o afastamento de Gonet dos casos do Banco Master, mas defendeu a designação de um subprocurador-geral para analisar a notícia-crime e colher informações preliminares.
Ascari afirmou que a medida não significaria a abertura automática de uma investigação. Segundo ela, o membro designado poderia posteriormente decidir pelo arquivamento, pela instauração de procedimento investigatório ou por outra providência prevista em lei.
A conselheira destacou que o relatório da Polícia Federal foi produzido em 72 horas e que a própria corporação registrou que a análise não tinha caráter exaustivo. Para ela, alguns pontos ainda precisam ser esclarecidos, entre eles as circunstâncias de uma possível viagem a Londres, eventuais pagamentos e o conteúdo de contatos entre Gonet, Vorcaro e Ciro Soares.
Celso de Albuquerque Silva acompanhou o relator e votou pelo arquivamento. Ele afirmou que não encontrou comprovação de que Pedro Gonet, filho do procurador-geral, tenha sido convidado para um evento em Londres ou de que alguma despesa tenha sido paga em seu benefício.
Samantha Chantal Dobrowolski acompanhou parcialmente Ascari e defendeu o aprofundamento da análise. Para ela, Gonet deveria ter se abstido de atuar em procedimento específico no qual surgiram informações relacionadas à sua esfera pessoal. A conselheira, porém, também rejeitou o afastamento genérico do procurador-geral de todos os casos ligados ao Banco Master.
Alexandre Camanho de Assis acompanhou integralmente o relator. Ele afirmou que eventual discussão sobre impedimento ou suspeição de Gonet nos processos em tramitação no Supremo Tribunal Federal deve ser feita no próprio STF, e não pelo Conselho Superior do MPF.
O CSMPF é composto por dez integrantes. Como Gonet não participa da sessão, nove conselheiros estão aptos a votar. A deliberação analisa a atuação do procurador-geral nas apurações relacionadas ao Banco Master e os elementos encontrados pela Polícia Federal durante a investigação.
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LOBO NÃO COME LOBO.
TUDO FARINHA DO MESMO SACO.
No Brasil algumas histórias o próprio cidadão já sabe como termina, a pilantragem reina nas terras tupiniquins!!
RELATOR REPORTANDO: “missão dada …..missão cumprida”
MÁFIA , QUARILHA LULISTA , TRABALHANDO JUNTO, PARA SAQUEAR O BRASIL
Virou um grande cabo eleitoral.
E uma bagunça, a cumpanheirada e seus comparsas! Sempre acabando em pizza , e o povo tem que levar a sério isso 🤡🤡. Os Vandecas Stefani ochoa devem estar tendo orgasmos múltiplos com essa palhaçada 🐀🐀💩💩💩
Uma palavra representa tudo isso: nojo. Eterno faz de conta. Aliás, STF está em evidência e não a campanha política atual. Deveríamos votar para eleger os ministros do STF, pois são eles que comandam o país. Ainda falam em pesos e contrapesos. Piada nacional.
Que??? E a foto com charuto e whisky???