Domingo, 06 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de novembro de 2025
O Rio Grande do Sul ocupa a segunda posição nacional em idade média da fecundidade
Foto: DivulgaçãoO DEE (Departamento de Economia e Estatística), vinculado à SPGG (Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão) do Rio Grande do Sul, divulgou o “Cadernos RS no Censo 2022: Migração e Fecundidade”, com dados do Censo Demográfico 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O estudo apresenta um panorama dos movimentos populacionais e da fecundidade no Rio Grande do Sul, destacando os principais fluxos migratórios e a consolidação de um padrão de maternidade em idades mais elevadas.
A análise, elaborada pelos pesquisadores Marilene Bandeira e Pedro Zuanazzi, do DEE, aponta que, entre 2017 e 2022, o Rio Grande do Sul registrou 134,7 mil imigrantes e 212,5 mil emigrantes, resultando em um saldo migratório de -77,8 mil pessoas no período. A taxa líquida de migração, de -0,72%, reflete uma leve perda populacional decorrente do deslocamento de residentes para outros Estados. Esse saldo migratório negativo decorre, principalmente, da baixa entrada de novos residentes (o Estado possui a 4ª menor taxa líquida de imigração) e não por uma saída acentuada de pessoas, uma vez que o RS possui a 5ª menor taxa de emigração.
O principal destino dos gaúchos foi Santa Catarina, que concentra 48,5% dos naturais do RS que residem fora do Estado e para onde foram 63,5% dos emigrantes que deixaram o RS entre 2017 e 2022 (134,9 mil pessoas). Em contrapartida, 34,9% dos residentes não naturais do RS são nascidos em SC, sendo que 37,2 mil pessoas vieram do Estado vizinho nos últimos cinco anos. O estudo também aponta o Pará como o Estado com o qual o RS tem o saldo mais positivo, com 4,5 mil pessoas a mais migrando para o território gaúcho do que no sentido inverso.
Fecundidade: número médio de filhos segue abaixo da taxa de reposição
A TFT (Taxa de Fecundidade Total) do Rio Grande do Sul foi de 1,44 filho por mulher, abaixo da taxa de reposição populacional (2,1). A TFT mostra, em média, quantos filhos cada mulher teria ao longo da vida se as condições atuais de nascimento se mantivessem. Todos os Coredes (Conselhos Regionais de Desenvolvimento) do Estado apresentaram índices inferiores a esse patamar, com variação entre 1,26 e 1,88 filhos por mulher.
Mantido esse nível, uma população de 100 mil pessoas seria substituída por aproximadamente 32,2 mil após três gerações, de acordo com o estudo, considerando a média estadual (1,44).
Maternidade em idades mais altas
O Rio Grande do Sul ocupa a segunda posição nacional em idade média da fecundidade, com 29 anos, atrás apenas do Distrito Federal (29,3). Em 2010, o indicador era de 27,8 anos. O Corede Serra apresentou a maior idade média de fecundidade (29,9 anos), enquanto o Alto da Serra do Botucaraí teve a menor (27,5 anos).
A tendência de postergação da maternidade está associada ao aumento da escolaridade. Entre as mulheres com ensino superior completo, a TFT foi de 1,11 filho por mulher, com maior concentração de nascimentos entre 30 e 34 anos, sendo também significativa a participação das mulheres entre 35 e 39 anos.
As mulheres brancas gaúchas apresentaram a menor taxa de fecundidade total (1,37 filho por mulher), seguidas pelas de cor preta (1,59) e parda (1,64). O padrão etário da fecundidade das mulheres brancas é mais envelhecido, enquanto o das pardas se concentra em faixas etárias mais jovens, especialmente entre 20 e 24 anos.
Mulheres sem filhos: aumento gradual ao longo das gerações
A proporção de mulheres no RS de 50 a 59 anos sem filhos nascidos vivos passou de 11,1% em 2010 para 14,3% em 2022. O Corede Metropolitano Delta do Jacuí apresentou o maior percentual (19,7%), e o Fronteira Noroeste, o menor (8,7%). O RS está entre os Estados com as menores médias de filhos por mulher nessa faixa etária (2 filhos), ao lado de São Paulo e do Distrito Federal.
Voltar Todas de Rio Grande do Sul
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
ESTRANHO NÃO HAVER ÍNDICES CONFORME A RENDA FAMILIAR. QUERO IMAGINAR QUE O NÚMERO DE NASCIMENTOS NAS CAMADAS MAIS NECESSITADAS OU POBRES É BEM MAIOR. ISSO FAZ COM QUE, NO FUTURO A RENDA DESTAS FAMÍLIAS ,CONTI NUE A SER MENOR ,SUAS CONTRIBUIÇÕES COM A NAÇÃO SEMPRE MENOR E AS CON SEQUÊNCIAS DISSO TODO MUNDO SABE: O GOVERNO NÃO IMPORTA QUAL, CONTINUARÁ A FAZER ASSISTENCIALISMO COM O DINHEIRO PÚBLICO AO MANTER AUXÍLIOS PARA AS PESSOAS VULNERÁVEIS ,FAZENDO PROSELITISMO POLÍTICO ÀS CUSTAS DO POVO MENOS ALFABETIZADO E ESTAS, NÃO ESTÃO DIMINUINDO NA MESMA PROPORÇÃO DAS OUTRAS CLASSES QUE JÁ FAZEM SEUS PROGRAMAS DE… Leia mais »