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Eleições 2026 Centrão tenta chegar a acordo para votar novo sistema eleitoral e conter avanço da direita

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Apesar do interesse comum em discutir uma reforma, ainda não há consenso sobre qual modelo deve ser adotado.

Foto: Leonardo Sá/Agência Senado
Apesar do interesse comum em discutir uma reforma, ainda não há consenso sobre qual modelo deve ser adotado. (Foto: Leonardo Sá/Agência Senado)

Partidos do Centrão articulam mudanças no sistema eleitoral brasileiro para tentar aprovar uma reforma ainda em 2026, antes da posse dos novos parlamentares. A iniciativa ganhou força após o crescimento da bancada do Partido Liberal (PL), que elegeu 121 deputados federais para a próxima legislatura e terá a maior representação da Câmara desde a redemocratização.

A proposta busca alterar o modelo de eleição para deputados federais, estaduais e vereadores. Entre as alternativas discutidas estão o sistema distrital misto e o chamado distritão. As duas possibilidades dividem as lideranças partidárias, que tentam chegar a um consenso para encaminhar a votação no Congresso Nacional.

A movimentação também é uma reação à votação expressiva de candidatos de direita, especialmente nomes com forte presença nas redes sociais. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), por exemplo, obteve votação suficiente para contribuir para a eleição de outros integrantes do partido em Minas Gerais. O mesmo ocorreu com Lucas Pavanato (PL-SP), que ampliou a representação da sigla em São Paulo.

No sistema atual, conhecido como proporcional de lista aberta, as vagas são distribuídas conforme o desempenho eleitoral dos partidos e federações. A votação obtida pelos candidatos influencia a definição de quantas cadeiras cada grupo conquista, permitindo que nomes muito votados ajudem a eleger outros integrantes da mesma legenda.

O Centrão avalia que esse mecanismo favoreceu o avanço do PL e contribuiu para reduzir o espaço de partidos tradicionais. A reforma é discutida como uma maneira de modificar a distribuição das vagas e diminuir o impacto dos chamados puxadores de votos.

Distrital misto e distritão

Uma das alternativas é o sistema distrital misto, que combina a eleição de representantes por regiões delimitadas com a votação proporcional nos partidos. Nesse modelo, o território seria dividido em distritos eleitorais, nos quais os candidatos disputariam vagas diretamente. A outra parte das cadeiras seria distribuída conforme os votos recebidos pelas legendas.

Defensores do sistema afirmam que a mudança pode aproximar os parlamentares dos eleitores e facilitar a identificação dos representantes de cada região. Críticos, por outro lado, apontam o risco de favorecer lideranças locais com maior poder econômico e dificultar a eleição de candidatos que recebem votos dispersos por diferentes municípios.

A proposta do distrital misto já é discutida no Congresso. O Projeto de Lei 9.212/2017, que trata do tema, foi aprovado pelo Senado e aguarda avanço na Câmara dos Deputados. O deputado Domingos Neto (PSD-CE) é o relator da matéria.

Outra alternativa é o distritão, modelo no qual são eleitos os candidatos individualmente mais votados, sem que os votos de um concorrente contribuam para a eleição de outros integrantes do partido. A proposta é defendida por parte dos parlamentares, mas enfrenta resistência de dirigentes partidários que temem a redução da influência das legendas.

O distritão também exige uma mudança constitucional, o que torna sua aprovação mais difícil. Uma proposta de emenda à Constituição precisa receber pelo menos 308 votos favoráveis na Câmara, em dois turnos de votação, antes de seguir para o Senado.

Superando divergências

Apesar do interesse comum em discutir uma reforma, ainda não há consenso sobre qual modelo deve ser adotado. Cada partido avalia os possíveis efeitos das mudanças sobre sua representação parlamentar, o que dificulta a construção de um texto comum.

Na quarta-feira (14), líderes e presidentes de dez partidos se reuniram com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e manifestaram apoio à sua reeleição para o comando da Casa. A reforma eleitoral também esteve entre os assuntos discutidos no encontro.

Uma nova reunião entre aliados de Motta está prevista para a próxima semana, com o objetivo de organizar as propostas e avançar na elaboração de um texto. Outro encontro, marcado para 28 de outubro, deve reunir presidentes partidários para discutir os próximos passos.

Parte das lideranças defende que a votação ocorra ainda neste ano, antes da posse dos novos deputados. A avaliação é de que a composição da próxima legislatura, com uma bancada maior do PL, poderá dificultar a aprovação de mudanças que afetem o modelo atual.

A discussão também envolve a possibilidade de participação do Senado desde o início das negociações, para aumentar as chances de entendimento entre as duas Casas do Congresso.

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Rodinei Sanini
17 de outubro de 2026 11:22

É preciso manter VIVO o BOICOTE ao PSD e a seita REPUBLICANOS. Vamos extinguir o pt e na próxima eleição começará a extinção do Centrão.

Marco Antonio
17 de outubro de 2026 11:45
Responder para  Rodinei Sanini

Exato,bando de atraso.

Marco Antonio
17 de outubro de 2026 10:45

Esse almofadinha do motta é uma vergonha pra REPÚBLICA.

vanderlei stefani
17 de outubro de 2026 10:13

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Marco Antonio
17 de outubro de 2026 10:41
Responder para  vanderlei stefani

Idiota ,o bom é ser subalterno da China o país da liberdade.VAI TE ENXERGAR.

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