Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de fevereiro de 2026
Capital gaúcha conta com serviços que acolhem quem enfrenta dificuldades relacionadas ao uso de álcool e outras substâncias psicoativas.
Foto: ReproduçãoEm Porto Alegre, cerca de 4 mil pessoas estão em acompanhamento nos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), serviços que acolhem quem enfrenta dificuldades relacionadas ao uso de álcool e outras substâncias psicoativas. Esta sexta-feira, dia 20 de fevereiro, é a data que marca o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo.
Os CAPS AD funcionam com portas abertas e não exigem encaminhamento. São serviços especializados da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) que, além do atendimento direto, coordenam o cuidado em seus territórios, articulando ações com unidades de saúde, assistência social e outras políticas públicas.
”Aqui em Porto Alegre, reforçamos que buscar apoio é um ato de cuidado e que a rede municipal está preparada para receber, orientar e acompanhar essas pessoas de forma contínua e humanizada”, defende o secretário de Saúde, Fernando Ritter.
Segundo Ritter, o enfrentamento ao uso problemático de álcool e outras drogas passa, necessariamente, pela compreensão das vulnerabilidades sociais. “Temos um cenário desafiador, com aumento da população em situação de rua e regiões com altos índices de vulnerabilidade. Por isso, a secretaria tem investido na ampliação dos Consultórios na Rua, na implantação de duas Unidades de Acolhimento e no fortalecimento da Atenção Primária, garantindo acesso e continuidade do cuidado”, afirma.
Desde setembro de 2024, a Atenção Primária passou a contar também com equipes multiprofissionais, as EMULTI, que hoje alcançam aproximadamente 45% de cobertura. Essas equipes atuam tanto no acompanhamento de usuários quanto na prevenção de agravos em saúde mental e uso de substâncias psicoativas.
O atendimento nos CAPS AD é realizado por equipes multidisciplinares, com profissionais como psiquiatra, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, enfermeiro, técnico de enfermagem, oficineiro e redutor de danos. Além das consultas individuais, são ofertados grupos, oficinas e atividades que fortalecem vínculos, promovem autonomia e apoiam a reinserção social. O acompanhamento também envolve a rede de apoio do usuário.
Para a coordenadora de Saúde Mental da SMS, Marta Fadrique, o cuidado começa no momento em que surge a dúvida. “Quando a pessoa começa a se perguntar se o seu consumo está se tornando um problema, esse já é um sinal importante. A principal orientação é buscar ajuda. O CAPS AD está de portas abertas, mas esse cuidado também pode começar na unidade de saúde, com a família, no trabalho ou na escola”, explica.
A redução de danos é uma diretriz central do cuidado. “A abordagem prioriza o acolhimento e o respeito à autonomia, com foco na diminuição de riscos, na proteção da vida e na melhoria da qualidade de vida. A abstinência pode fazer parte do Projeto Terapêutico Singular, mas não é a única estratégia de trabalho”, salienta Marta.
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