Segunda-feira, 27 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 25 de abril de 2026
O tempo passa e a cada dia o acordo de paz fica mais longe.
Foto: ReproduçãoO chanceler do Irã, Abbas Araghchi, deixou o Paquistão após uma rodada de conversas com líderes do país em Islamabad neste sábado, segundo a mídia estatal iraniana, antes que os enviados americanos Jared Kushner e Steve Witkoff desembarcassem para uma nova rodada de negociações sobre um possível cessar-fogo definitivo no Oriente Médio — em um momento em que a via diplomática parece estagnada diante do impasse sobre os termos e as tensões com os bloqueios no Estreito de Ormuz.
A expectativa sobre as negociações neste sábado aumentou quando a Casa Branca confirmou, ainda na sexta-feira, que o genro do presidente americano, Donald Trump, e o principal negociador em temas externos viajariam a Islamabad para conversas sobre o Irã — um movimento de engajamento, após o anúncio de que o vice-presidente JD Vance não retornaria ao país, após uma fracassada rodada inicial. Não havia, contudo, garantias sobre nova troca de propostas entre equipes de Teerã e Washington — e o lado iraniano já havia descartado a repetição do formato direto adotado anteriormente, em meio às circunstâncias atuais.
Araghchi se reuniu com o comandante do Exército do Paquistão, Asim Munir, que tem assumido um papel de liderança na mediação do diálogo. O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, disse na sexta-feira que Teerã apresentaria suas proposições aos EUA por meio dos mediadores. Fontes ouvidas pela agência de notícia Reuters afirmaram que o chanceler apresentaria uma resposta por escrito à proposta de paz americana, que deveria rejeitar “demandas maximalistas”.
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A questão agora é se Washington pode aceitar um mundo multipolar ou se continuará travando batalhas perdidas em busca de um passado que não pode ser restaurado