Quinta-feira, 04 de junho de 2026

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Mundo Chanceler rebate relatório dos Estados Unidos sobre supostas bases chinesas no Brasil

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Mauro Vieira afirmou que as conclusões do documento são baseadas em “especulações” e em informações distorcidas.

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O chanceler brasileiro criticou episódios recentes de interferência externa na região. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, negou informações de um relatório de uma comissão do Congresso dos Estados Unidos que aponta a existência de uma suposta rede de instalações espaciais chinesas com potencial uso militar na América Latina, incluindo duas bases no Brasil. Segundo o chanceler, não há qualquer evidência de operação chinesa em território brasileiro com fins militares ou de inteligência. Ele afirmou que as conclusões do documento são baseadas em “especulações” e em informações distorcidas.

“Não existe estação, nem antena, nem operação chinesa, nem parceria militar, nem qualquer elemento que justifique as ilações descritas no relatório ou nas denúncias subsequentes”, disse. “Trata-se de especulações derivadas de notícias de internet cujos conteúdos foram descontextualizados e distorcidos, baseadas em um viés geopolítico que enxerga a América Latina como “quintal” dos Estados Unidos”.

No início de março, uma comissão do Congresso dos EUA publicou um relatório em que acusa a China de operar uma rede de instalações espaciais na América Latina com potencial uso militar. Duas das instalações nomeadas no documento ficam no Brasil.

Vieira deu a declaração na reunião na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados em resposta a um requerimento do deputado Gustavo Gayer (PL-GO) que pediu esclarecimentos ao Itamaraty sobe o relatório norte-americano.

Entre os pontos citados, o documento dos EUA menciona uma suposta estação terrestre na cidade de Tucano, na Bahia, e o radiotelescópio do Projeto do telescópio Bingo, na Serra do Urubu, na Paraíba.

Vieira afirmou que a estação de Tucano “não existe”. Segundo ele, não há construção, contrato, infraestrutura ou operação no local. O que existe, de acordo com o ministro, é apenas um projeto da empresa brasileira Alya Nanossatélites para a criação de estações de comunicação, que nunca saiu do papel.

Ainda no início de março, a startup negou fornecer dados ao governo chinês. Ao g1, a CEO da empresa, Aila Raquel, disse que sua empresa tem fins apenas civis e comerciais e se limita a fazer oferecer registros por satélite do território brasileiro para “monitoramentos ambientais, respostas a desastres naturais e gestão territorial”.

O documento menciona acordos firmados entre empresas brasileiras e companhias da China como indícios de cooperação estratégica na área espacial. Segundo Vieira, porém, esses memorandos eram preliminares e não vinculantes.

“Consistiam em instrumentos para explorar possibilidades de cooperação, que caducaram sem gerar parceria ou contrato”, declarou.

Sobre o Projeto Bingo, Vieira destacou que se trata de uma iniciativa científica internacional voltada ao estudo de fenômenos como energia escura, com participação de instituições de diversos países. Ele ressaltou que o equipamento é fixo e não tem capacidade de rastrear satélites ou realizar atividades de espionagem.

O relatório americano afirma que essas estruturas poderiam ser usadas para monitoramento e apoio a operações militares chinesas, além de representar uma ameaça à segurança estratégica dos EUA. O documento também recomenda que o governo americano atue para conter a expansão dessa infraestrutura na América Latina.

O ministro brasileiro rejeitou as alegações e afirmou que o país mantém cooperação internacional na área espacial para fins científicos. “Trata-se de especulações derivadas de notícias descontextualizadas e distorcidas”, afirmou.

 

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Eloa Guterre
19 de março de 2026 10:21

Estamos em frente de um desequilibrado sem noção e perigoso. Trump, não serve para exemplo para ninguém!! Até quando??

Vanderlei Ochoa
19 de março de 2026 07:04

Engraçado. EUA tem bases militares em quase todos os países do mundo e vem querer acusar o Brasil de ter base militar da China. Como são hipócritas. Ladrões de território e riquezas países mais vulneráveis. E a direita golpista apoia esses ladrões.

Fabio Luis
19 de março de 2026 03:22

Uma hora ele vai tomar uma ruim, e nós vamos juntos kkkk Bolso minion que deseja que ele larguei bombas aqui no Brasil, esquece que vai ter crianças e pessoas inocentes, normal, eles não pensam, nem sentem nada de dor pelos mortos
Trump, sinônimo de terrorista, matou 100 meninas no Irã, numa guerra que nem é dele
Pedófilo e racista, faz orações pra que Deus é esse?

César
18 de março de 2026 22:17

Os EUA acharam o Aiatolá a quase 15 metros debaixo da terra. Mas não sabem identificar uma base Chinesa no Brasil. O país dono das forças armadas que encalharam três navios na praia. E não tem dinheiro pra levantar um avião da força aérea. Mas que tem e defende com toda energia o PCC e o CV. Que pelo jeito tem mais “lobby” no Governo que o nosso exército. Viva a EXTREMA ESQUERDA.

Eloa Guterre
18 de março de 2026 20:15

Manda esse Trump amerda! Louco para invadir o Brasil, alguém tem que parar esse louco!

Vanderlei Ochôa
19 de março de 2026 07:07
Responder para  Eloa Guterre

Apoiado pela direita golpista que se ajoelha na frente do Trump. Que tipo de patriotas são essa gentalha da direita??