Domingo, 25 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de outubro de 2026
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou ser “impressionante o nível de intervenção de alguns ministros do STF”, após a decisão do ministro Cristiano Zanin que determinou a prorrogação do horário de votação em todo o Brasil.
“Espero sinceramente que o bom senso prevaleça e qualquer golpe judiciário ou chicana administrativa não prospere pelo bem da democracia”, disse pelas redes sociais.
Marinho se juntou a outros aliados do candidato do PL que aproveitam a determinação do ministro para alavancar nas redes a narrativa de que haveria um golpe no País favorável ao presidente Lula (PT).
Um golpe foi tentado nas eleições de 2022, quando Jair Bolsonaro (PL) consultou a cúpula das Forças Armadas sobre a possibilidade de impedir que Lula fosse empossado. O Supremo Tribunal Federal condenou o ex-presidente a mais 27 anos de prisão por ter liderado essa tentativa.
Flávio Bolsonaro vem prometendo que concederá um indulto ao pai caso eleito, e que Jair entregará a ele a faixa presidencial.
O coordenador da campanha do senador também afirmou que a ação de Zanin teve como objetivo “tumultuar o processo de uma eleição que eles já perderam no voto”. “Eleição para o PT é aquela que eles ganham, quando eles perdem é ditadura. Lamentável.”
O pedido da campanha do petista para prorrogação da votação foi motivado por evidências de que eleitores enfrentaram dificuldades para chegar ao local de votação, devido à oferta insuficiente de transporte público — especialmente em Salvador e na capital paulista.
Na eleição de 2022, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) organizou blitze que dificultou o acesso de eleitores aos locais de votação, especialmente no Nordeste, região que é um reduto do eleitorado petista.
A própria campanha de Flávio também pediu a extensão da votação deste domingo, para cidades de São Paulo, do Paraná e de Santa Catarina, devido a condições climáticas adversas.
No X, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) escreveu: “Ou a gente ganha. Ou a gente ganha. Tá avisado”. “Mais um impeachment pra ano que vem”, disse. O parlamentar também comparou a situação com as eleições venezuelanas de 2015, sob a ditadura de Nicolás Maduro, quando houve extensão da votação.
“Estão fazendo isso para criar narrativa de golpe. Só estão esperando isso acontecer, Flávio ganhar, para falar que é golpe por todos os cantos. Se a gente perder, pode ter certeza que essa prorrogação ajudou somente um time, o que precisava virar”, afirmou.
Em entrevista à imprensa em Brasília, na noite deste domingo, Nikolas foi perguntado se Flávio questionará o resultado se perder. “Uai, você tem alguma dúvida? Quem estava na frente das pesquisas? Então quer dizer que o Datafolha errou agora?”, perguntou. As pesquisas eleitorais não pretendem antecipar o resultado das urnas, mas fornecer um retrato do momento.
Nas redes, o influenciador Pablo Marçal (PRTB), que tem ajudado o candidato do PL a estruturar um eventual Ministério da Prosperidade, afirmou que estava indignado com a decisão, que, para ele, “tem cheiro de golpe”. “Pode preparar que está vindo surpresa aí, isso não é normal, não”, disse.
O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo), eleito senador no Rio Grande do Sul, afirmou que Zanin deu um “golpe” nas eleições com a prorrogação da votação e disse que Kassio Nunes Marques, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), deveria “enquadrá-lo imediatamente”.
O parlamentar afirmou que irá protocolar um pedido de impeachment contra o ministro. O deputado federal Gustavo Gayer (PL) disse no X que buscará “assinaturas de todos que estão revoltados com esse golpe”. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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