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Brasil Chefe da OAS desmente a Veja e nega que negocie delação premiada na Operação Lava-Jato

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Leo Pinheiro está em prisão domiciliar e nega intenção de fazer acordo com a Justiça. (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

A reportagem da revista Veja afirma que o ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro Filho, o Leo Pinheiro, ofereceu ao MPF (Ministério Público Federal) informações de como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria se beneficiado do esquema de corrupção da Petrobras em troca de redução de pena. A suposta negociação envolveria também o detalhamento de despesas pessoais da família de Lula pagas pela empreiteira e, ainda, a entrega de uma lista de todos os políticos que receberam dinheiro com origem no esquema de corrupção da Petrobras, por meio da OAS.

A defesa do executivo, que está em prisão domiciliar, nega categoricamente que Pinheiro tenha sequer cogitado fazer um acordo de delação premiada com a Procuradoria. “Sobre a reportagem da Veja, José Aldemário Pinheiro e sua defesa têm a dizer, respeitosamente, que ela não corresponde à verdade. Não há nenhuma conversa com o MPF (Ministério Público Federal) sobre delação premiada, tampouco intenção neste sentido”, disseram, em nota, os advogados Juliano Breda, Roberto Lopes Telhada e Edward Carvalho.

Leo Pinheiro foi preso em 14 de novembro de 2014, quando foi deflagrada a fase Juízo Final da Operação Lava-Jato. Em abril, ele foi para a prisão domiciliar por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal). O executivo já prestou quatro depoimentos. Em todos, invocou o direito constitucional de permanecer calado. Ele foi acusado de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e de integrar organização criminosa. Mas nega ter feito parte do clube que fatiava contratos da Petrobras e pagava propina a dirigentes da estatal e a políticos. Seus advogados são os mesmos do presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, denunciado na sexta-feira pelo Ministério Público Federal.

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