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Mundo Chefe do Hamas em Gaza declara fim da guerra com Israel após acordo

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Um porta-voz de Israel afirmou que o cessar-fogo poderá entrar em vigor em até 24 horas após a ratificação oficial.

Foto: Reprodução
Um porta-voz de Israel afirmou que o cessar-fogo poderá entrar em vigor em até 24 horas após a ratificação oficial. (Foto: Reprodução)

O grupo Hamas anunciou, nesta quinta-feira (9), o fim da guerra com Israel. O comunicado foi feito por Khalil Al-Hayya, integrante da alta cúpula do grupo e principal negociador nas tratativas mediadas pelos Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia. Segundo ele, o Hamas recebeu garantias internacionais para a implementação de um cessar-fogo permanente.

O anúncio ocorre um dia após a divulgação do acordo de paz apresentado pelo presidente norte-americano Donald Trump. A proposta prevê o início de uma primeira fase para encerrar o conflito, que começou em 7 de outubro de 2023, após o ataque do Hamas contra Israel. O ataque deixou mais de 1,2 mil mortos e 251 pessoas sequestradas. Desde então, mais de 60 mil palestinos morreram na Faixa de Gaza, de acordo com dados de autoridades locais.

Até o fim da tarde desta quinta, o governo israelense ainda analisava o texto do acordo. Um porta-voz afirmou que o cessar-fogo poderá entrar em vigor em até 24 horas após a ratificação oficial.

Reféns e desafios

Um dos principais pontos do acordo é a devolução dos corpos de reféns mortos em cativeiro. Segundo a imprensa israelense, o Hamas ainda não localizou parte desses corpos, o que pode atrasar a execução do plano. Autoridades turcas informaram que uma força-tarefa internacional foi criada para ajudar nas buscas, com a participação de Estados Unidos, Egito, Catar, Israel e o próprio Hamas.

Estima-se que o grupo ainda mantenha 48 reféns sequestrados no ataque de 2023. Israel acredita que apenas 20 estejam vivos. O Hamas teria solicitado prazo adicional para devolver os corpos das vítimas.

De acordo com o governo dos Estados Unidos, o grupo terá até 72 horas para libertar todos os reféns, vivos ou mortos. Em contrapartida, Israel deverá libertar cerca de 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo alguns condenados à prisão perpétua.

Trump afirmou que todos os reféns vivos deverão ser libertados até a próxima segunda-feira (13). Ele destacou que o cessar-fogo abre caminho para “um novo capítulo de estabilidade” na região.

Principais pontos

A proposta norte-americana, divulgada no fim de setembro, contém 20 itens e estabelece que a Faixa de Gaza se torne uma zona livre de grupos armados. O texto prevê anistia a integrantes do Hamas que entregarem as armas e aceitarem um acordo de convivência pacífica.

O plano também define a criação de um governo de transição em Gaza, formado por um comitê palestino de caráter técnico e apolítico, até que o controle seja transferido à Autoridade Palestina — reconhecida internacionalmente como representante legítima dos territórios palestinos. Essa transição depende, porém, de reformas internas na própria Autoridade.

A proposta inclui ainda um programa econômico para reconstrução e desenvolvimento da Faixa de Gaza e a completa desmilitarização do território, com destruição da infraestrutura bélica e proibição de novas instalações militares.

Com o avanço das negociações e a promessa de cessar-fogo, a expectativa de mediadores internacionais é de que o acordo encerre o mais longo e sangrento ciclo de violência entre Israel e o Hamas.

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