Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de agosto de 2021
O governo do Chile definiu que, a partir do dia 11 de agosto, pessoas que receberam as duas doses da vacina Coronavac tomarão uma dose de reforço com o imunizantes da AstraZeneca e da Pfizer. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (5) pelo presidente do país, Sebastián Piñera.
A decisão foi baseada na queda da efetividade da vacina, que mostra uma queda ao longo do tempo. “Considerando a evolução no tempo da efetividade das vacinas que estão estudando no mundo inteiro e também no Chile, e tomando em conta o risco da variante Delta, que está atacando com muita foça em vários lugares do mundo — e depois de termos consultado e recebido recomendações dos especialistas mais qualificados tanto em nível mundial como do nosso próprio país, tomamos a decisão de reforçar a vacinação de todas as pessoas que receberão as duas doses da vacina Sinovac”, declarou Piñera.
Entre os dias 11 e 20 de agosto, receberão uma terceira dose da vacina todos os residentes com mais de 55 anos que foram imunizados com a Coronavac e também pessoas imunossuprimidas, vacinadas com qualquer uma das marcas usadas no país.
Os vacinados com Coronavac com mais de 55 anos receberão a dose extra da AstraZeneca. Já os imunossuprimidos com mais de 16 anos receberão a dose de reforço da vacina da Pfizer.
A previsão é que, gradualmente, pessoas mais novas receberam a dose de reforço.
“É preciso recordar que a vacinação massiva feita no nosso país foi, majoritariamente, com a vacina Sinovac”, lembrou a subsecretária de Saúde Pública, Paula Daza. Ela ainda explicou que esse é um primeiro passo do plano da dose de reforço. Os profissionais da saúde vacinados com Coronavac também tomarão a dose de reforço. Em setembro, outras pessoas devem ser incluídas no planejamento.
Não há previsão para que pessoas vacinadas com outros imunizantes sejam incluídos no plano da dose de reforço.
Vacinação
O Chile tem 82% da população adulta com o esquema completo de imunização, o que corresponde a 12,4 milhões de pessoas. O índice de pessoas com pelo menos uma dose é de 87% dos adultos, 13,3 milhões de pessoas.
Com o alto índice de vacinados, o país experimenta os números mais baixos de novos casos desde o começo da pandemia de covid-19. Nesta quinta (5), o índice de positividade dos testes RT-PCR feitos no país foi de 1,75%.
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