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Por Redação O Sul | 21 de julho de 2015
Um juiz chileno decretou a prisão de sete militares reformados do Exército por envolvimento no assassinato de um fotógrafo em 1986, durante uma manifestação contra a ditadura de Augusto Pinochet.
“O juiz Mario Carroza decretou a prisão de sete oficiais e suboficiais reformados do Exército pela morte do fotógrafo Rodrigo Rojas Denegri, em 2 de julho de 1986: Luis Zúñiga, Francisco Vásquez, Sergio Hernández, Julio Castañen, Iván Figueroa, Nélson Medina e Jorge Astengo”, informou uma fonte judicial à AFP.
Rojas morreu aos 19 anos, durante um protesto em Santiago, após ser detido por uma patrulha militar quando fotografava ao lado da estudante Carmen Quintana, 18. Os militares bateram, jogaram gasolina e atearam fogo aos jovens. Denegri morreu quatro dias depois, enquanto a estudante sobreviveu, mesmo com 62% do corpo queimado.
O “caso Queimados” ficou conhecido internacionalmente, e os dois jovens se transformaram em símbolos dos direitos humanos e da luta contra a ditadura. Quatro dos sete militares já estão detidos por crimes contra opositores.