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Por Redação O Sul | 27 de março de 2022
A cidade de Xangai, centro financeiro da China, anunciou neste domingo (27) um lockdown em duas etapas para realizar testes de covid-19 durante um período de nove dias, depois de ter registrado um novo recorde diário no número de infecções assintomáticas.
No sábado (26), foram reportados 2.631 casos, o que corresponde a 60% das novas infecções sem sintomas registradas no mesmo dia em todo o país, além de outros 47 sintomáticos.
A metrópole enfrenta há cerca de um mês um novo surto da doença, embora os números sejam baixos comparados a outros países. Por ser um dos principais centros financeiros do mundo, autoridades resistiam a adotar o lockdown na cidade para não desestabilizar a economia.
Sob a decisão anunciada neste domingo, a parte Leste da cidade ficará sob restrições desta segunda-feira até 1º de abril, enquanto no lado Oeste as medidas vão vigorar de 1º a 5 de abril.
A parte oriental da cidade, Pudong, confinada primeiro, inclui o aeroporto internacional e o distrito financeiro da metrópole.
Na parte ocidental, Puxi, que será confinada a partir de 1º de abril, são encontradas a famosa artéria histórica do Bund, ás margens do rio Huangpu, que atravessa a cidade.
As autoridades informaram que o transporte público será suspenso, e empresas e fábricas devem interromper seu funcionamento ou trabalhar remotamente. O governo pediu que a população “apoie, compreenda e coopere com o trabalho de prevenção e controle de epidemias da cidade e participe dos testes… de maneira ordenada”.
As exceções se referem ao pessoal da saúde e quem trabalha no fornecimento de eletricidade, gás ou produtos alimentícios.
Os ônibus, táxis e o metrô deixam de funcionar, mas, no momento, não se sabe o que vai ocorrer com as atividades portuárias nem o impacto das medidas nos trens e aviões que servem Xangai.
Xangai e Jilin são, atualmente, as regiões mais afetadas pela epidemia.
As autoridades chinesas também veem com nervosismo como a onda de ômicron em Hong Kong atingiu um grande número de vítimas entre os anciãos não vacinados.
Sua posterior propagação na China continental gerou um dilema para as autoridades, que se perguntam com que força devem responder.
Até então, o governo tinha adotado uma abordagem baseada na triagem por bairros. A cidade se tornou um dos principais campos de testes diante da estratégia de “Covid zero” na China. Com o avanço da variante Ômicron, residentes questionaram a eficácia do modelo empregado em Xangai, criticando os ciclos aparentemente intermináveis de testes.
Em outras cidades chinesas, milhões de pessoas haviam sido submetidas a lockdowns e duras medidas restritivas mesmo com poucos casos da doença. As informações são das agências de notícias Reuters e AFP.
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