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Ciência China quer trazer à Terra meio quilo de solo de Marte para “encontrar vida”

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Jipe-robô Zhurong da China faz exploração em Marte. (Foto: CNSA)

A China divulgou que planeja uma ousada missão espacial para recolher amostras do solo de Marte e trazer pelo menos 500 gramas para a Terra para poder avançar em estudos sobre “vida” no planeta vermelho.

Além de buscar sinais de possível vida no passado, a missão quer investigar a formação geológica e entender a atmosfera de Marte. A informação foi divulgada pela Xinhua.

Liu Jizhong, projetista-chefe da missão Tianwen-3, afirmou que o desenvolvimento de um modelo de voo começará ainda neste ano. A equipe de engenharia vai desenvolver um protótipo com meta em um lançamento em 2028.

As amostras marcianas serão coletadas após o pouso e devem retornar à Terra em 2031.

A engenharia trabalha na construção de um módulo de retorno, um orbitador, um módulo de pouso, um módulo de ascensão e um módulo de serviço.

Outro desafio dos pesquisadores é desenvolver um “recolhedor” que possa selar as amostras da superfície de Marte para garantir que elas cheguem intactas à Terra.

Exploração de Marte

A China já realiza a exploração do planeta vermelho desde 2021, quando o jipe-robô Zhurong, da missão Tianwen-1, pousou em Marte.

No início do mês, A Administração Espacial Nacional da China (CNSA, em inglês) anunciou que encontrou gelo em camadas subterrâneas no solo de Marte.

“O estudo infere que essa camada é de ‘gelo sujo’, ou seja, uma mistura de gelo de água, solo marciano e cascalho, contendo uma pequena quantidade de rocha”, informou a CNSA.

Água em Marte

Em outra frente, o rover Perseverance, da Nasa (agência espacial norte-americana), detectou evidências subterrâneas de que a água já fluiu em Marte, segundo resultados divulgados por pesquisadores.

Usando um radar de penetração no solo, o robô identificou estruturas geológicas compatíveis com um antigo delta de rio na Cratera Jezero, região que cientistas acreditam ter abrigado um lago há bilhões de anos. O equipamento conseguiu mapear formações a até 35 metros de profundidade enquanto o veículo percorreu cerca de 6 quilômetros na superfície do planeta.

De acordo com os pesquisadores, os dados estão entre as evidências mais antigas já obtidas de que Marte teve água líquida em sua superfície, o que reforça a hipótese de que o planeta já teve condições favoráveis para a existência de vida microscópica.

A descoberta foi possível graças ao radar instalado no rover, capaz de analisar camadas abaixo do solo e identificar sedimentos formados pela ação da água ao longo do tempo.

Recentemente, a Nasa também anunciou um avanço no funcionamento do Perseverance. O robô passou a determinar sua própria posição na superfície marciana sem depender diretamente de comandos enviados da Terra. As informações são da CNN.

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