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| Cientistas analisam crânio e descobrem assassinato ocorrido há 430 mil anos

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Ferimentos no crânio de um ancestral encontrado na Espanha mostram que ele foi morto por outro hominídeo. (Crédito: Reprodução)

Uma caverna no norte da Espanha, que há anos vem sendo estudada por arqueólogos, pode ter sido uma cena de um crime. Mais precisamente, de um assassinato acontecido há 430 mil anos.

Um grupo de pesquisadores espanhóis, americanos e chineses estudou dois ferimentos no crânio de um ancestral encontrado na Sima de los Huesos (na Serra de Atapuerca) e concluiu que ele foi assassinado por outro hominídeo.

Segundo a pesquisa, o tipo, a posição das fraturas e o fato de serem quase idênticas sugerem que elas “foram produzidas pelo mesmo objeto em um conflito interpessoal com vários ataques”.

Como ambas as fraturas eram potencialmente fatais, os pesquisadores concluíram que a presença delas indica que havia a intenção de matar e que essa descoberta mostra que a violência letal interpessoal é um comportamento humano ancestral.

Os cientistas afirmam que o estudo traz evidências assustadoras de que a violência era parte intrínseca da cultura humana nos seus primórdios.

Eles afirmam ainda que a violência interpessoal (letal ou não letal) na pré-história é como uma janela das relações humanas no passado e que a disputa pode ter ocorrido por fatores como competição por recursos escassos ou defesa de território.

Publicada na revista científica PLOS One,o estudo Lethal Interpersonal Violence in the Middle Pleistocene (Violência interpessoal legal no Pleistoceno Médio) traz as tomografias do crânio que foram usadas pelos pesquisadores.

“Não há sinais de que as fraturas se cicatrizaram e o ângulo dos ferimentos indicam que eles foram feitos quando o osso ainda estava fresco (ou seja, de um humano vivo), o que nos leva a acreditar em assassinato”, afirmou Rolf Quam, da universidade americana de Binghamton, em entrevista à rádio NPR. (AG)

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