Sábado, 26 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de fevereiro de 2016
Especialistas brasileiros conseguiram, pela primeira vez, fazer o mapeamento genético do vírus da zika relacionado a casos de microcefalia. O mapeamento genético do vírus foi feito em um laboratório da Fiocruz. Os pesquisadores coletaram amostras de líquido amniótico – o líquido que envolve o bebê na barriga da mãe.
O material foi retirado de duas mulheres da Paraíba grávidas de bebês diagnosticados com microcefalia. O líquido passou por um teste para identificar a presença de microrganismos. E o único vírus encontrado em grande quantidade foi o da zika.
A coleta do líquido amniótico foi feita mais de dois meses depois que as gestantes tiveram os sintomas de zika. E os vírus continuavam ativos. “Através da metodologia que nós usamos, que é capaz de identificar vários microrganismos dentro de uma amostra clínica, dentro de um paciente, o que eu encontrei na maior quantidade é o zika vírus”, afirmou Ana Bispo, coodenadora da pesquisa.
A equipe coordenada pela virologista Ana Bispo conseguiu montar toda a sequência genética, a identidade, do vírus. É a primeira vez que se decifra o DNA completo do vírus encontrado em líquido amniótico de gestações com microcefalia no Brasil. Desde quinta-feira, médicos e profissionais de saúde devem notificar todos os casos suspeitos de zika. (AG)
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