Domingo, 05 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 4 de abril de 2026
Uma pesquisa desenvolvida por estudantes de Química e Biologia da Universidade de Louisiana, em Shreveport, nos Estados Unidos, busca criar um esmalte capaz de permitir o uso de touchscreens com unhas longas — mas a fórmula ainda não está pronta para comercialização.
Manasi Desai, estudante responsável, e seu orientador, Joshua Lawrence, testaram diversas fórmulas de diferentes aditivos em esmaltes transparentes até chegar a uma que funcionasse.
Em entrevista ao ScienceNews, Desai disse que “É muito difícil usar seu telefone com unhas grandes. Um dos nossos principais objetivos era fazer um esmalte transparente e sem cor, para que você possa aplicar por cima de qualquer outro esmalte ou até mesmo em suas unhas naturais”.
Utilizando compostos ácidos, os dois desenvolveram uma fórmula que, ao ser aplicada ao esmalte, permite que ele conduza eletricidade e altere a capacitância da tela, gerando uma resposta reconhecida pelo celular como um toque.
Shuyi Sun, cientista de computação que estudou biossensores cosméticos, diz que a pesquisa tem grande mérito: “Demonstra que o comportamento funcional pode ser incorporado, de forma invisível, em materiais cosméticos do dia a dia”.
Ainda que o desejo por uma solução para esse problema seja uma prioridade para muitas pessoas, Desai e Lawrence afirmam que a fórmula ainda está muito longe de ser comercializada.
Um dos principais problemas é que, após passar o esmalte na unha, não sobra aditivo ácido suficiente para provocar a alteração de capacitância.
Como o esmalte busca resolver a limitação das unhas nas telas
A maioria dos smartphones e tablets atuais utiliza telas capacitivas, que operam com um pequeno campo elétrico na superfície. Quando um material condutor, como a ponta do dedo ou até uma gota d’água, entra em contato com esse campo, a capacitância se altera e o dispositivo registra o toque.
Unhas, por outro lado, não conduzem eletricidade de forma suficiente para provocar essa mudança. Por isso, assim como a borracha de um lápis, elas normalmente não geram resposta nas telas.
Para que uma unha funcione nesse tipo de tela, ela precisa conduzir uma pequena carga elétrica. Foi justamente essa necessidade que levou a equipe a buscar uma fórmula que unisse transparência, segurança e capacidade de condução. Com informações do portal Extra.
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