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Notícias Cientistas criam protetor solar que não penetra na pele

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(Foto: Jackson Ciceri/O Sul)

Com a ajuda da nanotecnologia, cientistas da Universidade Yale, nos Estados Unidos, desenvolveram um protetor solar que é capaz de bloquear os raios ultravioleta sem penetrar na pele. A vantagem é que, dessa forma, o produto não entra na corrente sanguínea, evitando possíveis riscos para a saúde.

Os pesquisadores encapsularam um protetor solar comum, o padimato O, dentro de uma nanopartícula, estrutura minúscula normalmente usada para transportar medicamentos para dentro do organismo. As chamadas nanopartículas bioadesivas contendo o protetor solar são maiores do que os poros da pele, por isso se mantêm na superfície.

Para testar se o produto realmente era incapaz de penetrar, ele foi aplicado na pele de porcos. Além de constatar que as nanopartículas realmente não penetraram nos animais, os cientistas também concluíram que o produto é resistente à água e permanece na superfície da pele por um dia ou mais.

Outros testes, feitos em camundongos, atestaram que a capacidade de bloquear os raios ultravioleta das nanopartículas com protetor era similar à capacidade do protetor aplicado diretamente na pele, fora das nanopartículas.

Efeitos nocivos pouco conhecidos

O professor de dermatologia Michael Girardi, um dos autores do estudo, observa que há pouca pesquisa sobre os efeitos do uso de protetor solar na geração de moléculas conhecidas como espécies reativas de oxigênio, que são capazes de provocar danos nas células. “Protetores químicos protegem contra os efeitos diretos dos raios ultravioletas no DNA, mas podem não proteger contra os efeitos indiretos”, diz.

A pesquisadora Jessica Tucker, do Instituto Nacional de Imagem Biomédica e Bioengenharia dos Estados Unidos, órgão que financiou o estudo, ressalta que o potencial risco para a saúde da entrada do protetor solar na corrente sanguínea ainda é pouco conhecido. (AG) 

 

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