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Ciência Cientistas da Nasa acreditam que um lago turco oferece pistas de vida em Marte

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Lago Salda é chamado de “Maldivas da Turquia”. (Foto: Reprodução)

Enquanto o rover Perseverance segue coletando sedimentos do Planeta Marte para buscar indício de seres vivos fossilizados, os dados que o robô envia para a Terra estão ajudando cientistas da Nasa (agência espacial norte-americana) a ligarem características encontradas no solo marciano com aspectos de locais terrestres.

A última delas é referente a um lago turco chamado Salda, que, de acordo com a agência espacial dos Estados Unidos, possui minerais e depósitos de rocha com composição parecida com a encontrada ao redor da cratera Jazero, local de pouso da rover Perseverance, onde se acredita que já houve água.

As informações encontradas no lago de cratera podem auxiliar os pesquisadores a buscar vestígios de seres vivos microscópicos em solo marciano que tenham sido fossilizados e preservados em sedimentos de rochas a partir de análises comparativas com os dados coletados pelo Perseverance.

“Salda servirá como um poderoso análogo no qual podemos aprender e interrogar”, declarou Thomas Zurbuchen, administrador associado da Nasa para a ciência, à agência de notícias Reuters.

Paraíso formado por micróbios

No mercado do turismo, o lago Salda é considerado com as “Maldivas da Turquia”, e não é à toa, já que o local um paraíso de águas cristalinas no sudoeste do país. Porém, esse destino turístico foi formado pela ação de micróbios.

Segundo os cientistas, os sedimentos ao redor do lago erodiram de grandes montes, que foram formados anteriormente por microrganismos conhecidos como microbialitas. Estes micróbios são uma aposta dos cientistas da Nasa para alguns dos primeiros indício de vida marciana.

Além disso, os cientistas também pretendem comparar sedimentos encontrados em Salda com alguns minerais coletados na Cratera de Jazero, que são formados a partir de dióxido de carbono e água, que são os principais ingredientes para a existência da vida.

Porém, essas amostras só poderão ser analisadas daqui mais ou menos 10 anos, em 2031, quando uma missão robótica será enviada ao Planeta Vermelho para coletar as amostras armazenadas pelo Perseverance e, possivelmente, trazidas de volta à Terra.

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