Sábado, 04 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 20 de fevereiro de 2022
Pesquisadores na Noruega realizaram um estudo a cerca de 100 convidados de uma festa onde houve um surto de ômicron e descobriram nove sintomas que foram mais comuns em quem já tinha sido vacinado contra a covid-19.
Segundo o jornal “Independent”, do grupo de inquiridos, 66 tinham casos confirmados de covid-19 e 15 tinham casos possíveis do vírus. Dos 111 participantes, 89% receberam duas doses de uma vacina de mRNA e nenhum recebeu uma dose de reforço.
De acordo com as descobertas publicadas na revista de doenças infecciosas e epidemiologia Eurosurveillance, há nove sintomas principais registados pelo grupo de participantes totalmente vacinados.
Assim, segundo a pesquisa, os principais sintomas foram: tosse, pingo no nariz, fadiga, dor de garganta, dor de cabeça, dores musculares, febre, náuseas e espirros.
O estudo descobriu ainda que tosse, pingo no nariz e fadiga estavam entre os sintomas mais comuns nos indivíduos vacinados, enquanto espirros e febre eram os menos comuns.
Embora a vacina proteja contra os riscos mais graves do vírus, ainda é possível contrair a covid-19 mesmo se for vacinado até com uma dose de reforço. A natureza leve dos sintomas torna difícil para as pessoas distinguir o vírus de uma gripe comum. Mas, segundo Tim Spector, responsável pelo do ZOE Symptom Study App, cerca de 50% das “‘novas gripes’ atualmente são, de fato, covid”.
Os especialistas também sugerem que existem dois sintomas distintos que podem ser um sinal de que um teste positivo está chegando: fadiga e tonturas/sensação de desmaio.
Mais do que simplesmente se sentir cansado, a fadiga pode se traduzir em dor corporal, causando músculos doloridos ou fracos, dores de cabeça e até visão turva e perda de apetite.
Angelique Coetzee, médica particular e presidente da Associação Médica da África do Sul, disse que a fadiga era um dos principais sintomas da Ômicron quando a variante surgiu na África do Sul.
Tonturas/desmaios são o segundo sinal de que pode ter contraído a Ômicron. Um novo relatório da Alemanha sugeriu que há uma ligação entre desmaios a variante. Isto acontece depois de médicos em Berlim terem descoberto que a Covid-19 estava causando desmaios recorrentes num paciente de 35 anos internado no hospital. O jornal alemão Ärztezeitung disse que os médicos puderam ver uma “ligação clara” entre a infecção e os desmaios. As informações são da revista IstoÉ Dinheiro.
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