Terça-feira, 29 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Variedades Cientistas desenvolvem “super vacina” que pode prevenir o câncer antes de ele surgir; entenda

Compartilhe esta notícia:

Resultados demonstram o potencial do imunizante como uma das estratégias mais eficazes de saúde pública para salvar vidas. (Foto: Reprodução)

Uma equipe de cientistas da Universidade de Massachusetts Amherst (UMass) desenvolveu uma vacina experimental que pode prevenir o surgimento de diversos tipos de câncer, incluindo melanoma, câncer de pâncreas e câncer de mama triplo negativo. O estudo, publicado na revista Cell Reports Medicine, indica que a tecnologia pode representar um avanço histórico na imunização preventiva contra tumores.

A vacina, segundo o jornal inglês Daily Mail em matéria publicada nesta quarta-feira, utiliza nanopartículas feitas de moléculas de gordura que transportam dois adjuvantes, substâncias que estimulam o sistema imunológico. Em testes realizados com camundongos, até 88% dos animais vacinados permaneceram livres de tumores, dependendo do tipo de câncer. Além disso, o tratamento reduziu ou impediu completamente a disseminação da doença pelo corpo.

Nos experimentos, os cientistas combinaram as nanopartículas a um antígeno capaz de ativar a resposta imunológica contra células cancerígenas. Em seguida, os camundongos foram expostos a diferentes tipos de tumor.

Entre os animais vacinados contra melanoma, 80% permaneceram livres da doença e sobreviveram por mais de 250 dias. Já os que receberam vacinas tradicionais ou não foram imunizados desenvolveram tumores e morreram em até 35 dias.

A equipe também testou uma segunda versão da vacina, baseada em lisado tumoral, e obteve resultados semelhantes: 88% dos camundongos com câncer de pâncreas ficaram livres do tumor; 75% com câncer de mama triplo negativo não desenvolveram a doença; 69% dos que foram expostos ao melanoma também permaneceram saudáveis.

As vacinas em geral contêm dois elementos principais: o antígeno, responsável por ensinar o sistema imunológico a reconhecer o inimigo, e o adjuvante, que intensifica essa resposta.

No caso da nova vacina, as nanopartículas cumprem as duas funções — elas apresentam o antígeno e estimulam o corpo a reagir fortemente contra as células cancerígenas, treinando o organismo para eliminá-las antes que formem tumores.

De acordo com a pesquisadora Prabhani Atukorale, professora assistente de engenharia biomédica e autora principal do estudo, o objetivo é transformar a imunização em uma estratégia de prevenção do câncer, e não apenas de tratamento.

“Os resultados são muito empolgantes e mostram um caminho possível para impedir que tumores se formem”, afirmou o coautor Griffin Kane à 404 Media.

Apesar dos resultados animadores, os pesquisadores alertam que o trabalho ainda está em fase pré-clínica. A equipe formou uma startup, chamada NanoVax Therapeutics, para acelerar o desenvolvimento da vacina e conduzir os testes em humanos.

Segundo os cientistas, a tecnologia poderá futuramente ser adaptada para diferentes tipos de câncer e usada de forma preventiva, em pessoas com predisposição genética ou histórico familiar da doença.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Variedades

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Gaúcha absolvida após seis anos de prisão por homicídio morre vítima de câncer
Supremo marca julgamento de denúncia contra Eduardo Bolsonaro por atuação nos Estados Unidos para coagir o Tribunal
Pode te interessar