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Saúde Cientistas estudam proteína que protege contra câncer, diabetes e fígado gorduroso

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A proteína acabou sendo promissora no tratamento de mais algumas doenças, como o fígado gorduroso. (Foto: Reprodução)

Um grupo de cientistas do Instituto Biomolecular de Ciências (FIU) está investigando uma proteína que, supostamente, protege contra uma série de doenças, incluindo câncer e diabetes. Os médicos esperavam que essa proteína fosse uma espécie de supressor em tumores, mas, ela acabou sendo promissora no tratamento de mais algumas doenças, como o fígado gorduroso.

Em testes de laboratório, o Inositol Polifosfato-4-Fosfatase Tipo II B, ou INPP4B, protegeu camundongos obesos de patologias como a doença hepática gordurosa, diabetes tipo 2 e neoplasia de próstata. Segundo estimativas, a obesidade é um dos maiores fatores de risco para o surgimento dessas doenças.

“Podemos controlar nossa dieta, podemos sair e nos exercitar, mas existem certos fatores que não podemos controlar, como etnia, nossa idade e nossos genes”, declarou o pesquisador em câncer da Universidade Duke, nos Estados Unidos, Manqi Zhang. “Portanto, acho importante estudar isso para que possamos encontrar maneiras de controlar essas doenças no futuro”.

A pesquisa da FIU com a INPP4B vem pelo menos desde 2017, sendo que inicialmente o foco era apenas o tratamento do câncer de próstata. Na época, os pesquisadores acreditavam que essa proteína poderia ser a chave para frear o crescimento de tumores prostáticos.

No entanto, Zhang acabou notando que alguns camundongos que não tinham a INPP4B eram mais gordos que os demais, mesmo quando tinham uma dieta equilibrada. Após serem expostos a uma dieta mais gordurosa, esses camundongos ganharam ainda mais peso e desenvolveram fígados gordurosos, diabetes tipo 2 e câncer de próstata.

“Tudo sobre este estudo me surpreendeu”, disse Zhang. “Quando a pesquisa começou, ela mudou rapidamente de direção e fizemos muito progresso nisso”. Agora, os pesquisadores farão mais investimentos para determinar se o INPP4B pode ou não ser direcionado para tratamentos dessas doenças e também do câncer de mama.

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