Domingo, 17 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de setembro de 2017
As consequências do diabetes podem ser perigosas e comprometer seriamente a saúde do paciente. Foi o caso do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, que na última semana precisou ter a perna amputada na altura do joelho. Ele foi um dos tantos casos de amputações decorrentes do diabetes no País.
Cerca de 70% das amputações realizadas no Brasil, em torno de 55 mil procedimentos desse tipo por ano, também são consequência da doença. Globalmente, o número é ainda mais assustador: a cada minuto, três pessoas têm alguma parte do corpo extirpada por complicações decorrentes da doença. O perigo é tamanho que ela chega a matar uma pessoa a cada seis segundos no mundo, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).
Conforme o endocrinologista e presidente da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), Luiz Alberto Turatti, a amputação é um recursos que precisa ser usado, geralmente, em pacientes com níveis de glicemia fora de controle. “As complicações mais frequentes relacionadas ao diabetes são as dos pequenos vasos, que, geralmente, estão relacionadas a problemas na visão e nos rins. Depois, existem as complicações macrovasculares, associadas ao infarto, ao derrame e às amputações dos membros inferiores”, diz.
Diagnóstico
O diabetes é perigoso, porém silencioso, por isso o diagnóstico é a melhor forma de tratar e combater o mal. No Brasil, 46,3% das pessoas com diabetes não sabem que têm a doença.
A falta esclarecimento para boa parte dos pacientes é um dos problemas. São 14 milhões de diabéticos no Brasil, e metade não sabe que tem a doença. Apenas um quarto está bem controlado, informa a SDB.
O diabetes pode se manifestar em todas as idades, especialmente em função do estilo de vida moderno, onde obesidade, má alimentação, sedentarismo e estresse são comuns. O tratamento básico do diabetes, metformina e sulfonureias, é oferecido pela rede pública, mas lamenta os remédios mais modernos não estão disponíveis, obrigando alguns pacientes em situação grave a recorrer à Justiça.
Classificação do diabetes
Diabetes tipo 1
Atinge geralmente crianças e adolescentes e é o resultado da destruição das células beta pancreáticas por um processo imunológico, ou seja, é o resultado da formação de anticorpos do próprio organismo contra as células, levando à deficiência de insulina. Principais sintomas são sede, diurese e fome excessivas, emagrecimento, cansaço e fraqueza. Tratamento: feito sempre com insulina; se não for tratado rapidamente, o quadro pode evoluir para internação.
Diabetes tipo 2
Forma mais comum do diabetes, abrange cerca de 90% dos pacientes.A insulina é produzida pelas células beta pancreáticas, porém, sua ação é dificultada, caracterizando um quadro de resistência insulínica. Geralmente, o tipo 2 aparece depois dos 40 anos e está associado à obesidade, ao sedentarismo, à alimentação inadequada e ao estresse. O tratamento é feito com comprimidos. A falta de acompanhamento e tratamento pode causar, entre outras problemas, danos renais, cegueira, surdez, infarto e amputação de membros.