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Brasil Cinco candidatos à presidência da Câmara dos Deputados formalizaram uma união contra o atual presidente da Casa, Rodrigo Maia

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O atual presidente da Casa vai tentar a reeleição em 2019. (Foto: Agência Brasil)

Em tom de campanha, cinco candidatos à presidência da Câmara dos Deputados anunciaram nesta quarta-feira (12) um acordo para disputar o comando da Casa. Fábio Ramalho (MDB-MG), João Campos (PRB-GO), JHC (PSB-AL), Alceu Moreira (MDB-RS) e Capitão Augusto (PR-SP) prometeram formar uma aliança, em caso de segundo turno, para derrotar o atual presidente da Casa, Rodrigo Maia, que concorrerá à reeleição. Segundo Fábio Ramalho, os cinco têm “pelo menos 350 votos” em um possível segundo turno.

“Nós não suportamos mais o que está aí, o “toma lá, dá cá”. Todos nós temos essa convicção. Nós queremos uma nova Câmara. Uma Câmara que defenda os 513 parlamentares, que os defenda e deixe que a oposição tenha o seu trabalho, que o governo possa avançar com as reformas”, disse Fábio Ramalho.

O emedebista acrescentou que o grupo não quer que 20 pessoas “dominem a casa” e separem os deputados em “alto e baixo clero”.

“Temos que ter a Câmara de um clero só.”

Quando perguntados se o “toma lá, dá cá” era uma referência a uma prática de Maia, o deputado JHC respondeu:

“É o principal deles.”

João Campos, por sua vez, avaliou que a Câmara é o “pulmão da democracia” e, por isso, é preciso ter uma alternância de poder ter.

“Há um momento novo na sociedade brasileira, que implica na renovação da prática política, inclusive dentro dessa casa. E esse é o sentimento de todos nós.”

Jantar

Em jantar na residência oficial da presidência da Câmara, na noite de terça-feira (11), Rodrigo Maia, que tentará a reeleição como presidente da Casa em 2019, ensaiou uma aproximação com o PSL, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, que resiste a apoiar sua recondução.

Maia recebeu novos integrantes da bancada do PSL, entre outros futuros deputados de outros partidos. A bancada do PSL na próxima legislatura será composta por 52 deputados – hoje são 8 integrantes.

“Esteve presente uma ala do partido que entende que o melhor é o diálogo. E que tratorar não é bom. Se ficarem focados em nicho de extrema direita, não vão fazer votações importantes. Esteve lá uma ala moderada, que defende serenidade e equilíbrio”, afirmou o ex-líder do partido na Câmara, Efraim Filho (DEM-PB). “A ‘tese trator’ está perdendo força”, completou. “Há esse entendimento, não só no PSL, de que o presidente da Câmara tem de ser alguém mais moderado e com capacidade de diálogo.”

Cerca de 30 integrantes do PSL estiveram no encontro, entre os quais a deputada Joice Hasselmann (SP), que recentemente protagonizou uma discussão pelas redes sociais com Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), líder do partido, segundo o qual o novo presidente da Câmara deveria ser alguém que “tratorasse” a oposição – Maia é conhecido por manter pontes com diferentes partidos, entre os quais os de esquerda.

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