Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 11 de setembro de 2018
Nessa terça-feira, cinco dias após sofrer um ataque a faca durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), o candidato do PSL ao Planalto, Jair Bolsonaro, recebeu alta da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ele agora está na unidade de cuidado semi-intensivo, informou a instituição de saúde, em nota à imprensa.
“Foi iniciada uma dieta leve, com boa tolerância do paciente, sem apresentar náuseas ou vômitos”, detalhou a mensagem. O texto, assinado pelos médicos Antônio Luiz Macedo, Leandro Echenique e Miguel Cendoroglo, acrescenta que o parlamentar não tem sinais de infecção ou febre e recebe as medidas de prevenção de trombose venosa.
Antes, em um boletim divulgado durante a manhã, o hospital havia informado que o capitão do exército, em decorrência da melhora intestinal, teve a sonda nasogástrica retirada. Ele foi esfaqueado na última quinta-feira e está no Albert Einstein desde o dia seguinte.
Postagem
Também nessa terça, Jair Bolsonaro postou nas redes sociais um agradecimento ao evento de campanha de Juiz de Fora, onde acabou esfaqueado. “Nada apagará a chama da esperança que presenciamos nos olhos de cada um presente neste grande dia!”, disse na postagem, que contém também um vídeo aéreo do evento. As imagens não mostram o ataque.
A publicação ainda afirma que segurança é prioridade. “As pessoas precisam de emprego, querem educação, mas de nada adianta se continuarem sendo vítimas de latrocínio a caminho de seus trabalhos; de nada adianta se o tráfico de drogas permanecer na porta das escolas”, disse. O político também criticou a ação de marqueteiros nas campanhas eleitorais.
À tarde, o candidato recebeu a visita do músico Roger Moreira (fundador da banda Ultraje a Rigor), que postou em suas redes sociais uma foto com o político, ao lado da cama dele no hospital.
Na segunda, Bolsonaro fez postagens com críticas aos “acomodados com a velha política suja”, e elogios. “Agradeço a cada cidadão, pai, mãe, filho e filha, pelos atos de solidariedade realizados nos últimos dias. Este apoio é nosso combustível”, afirmou.
Segundo a cúpula do Hospital Albert Einstein, os principais riscos que serão monitorados são pneumonia (pois o candidato ficou muito tempo em choque e perdeu cerca de 2 litros de sangue) e infecção (por causa do vazamento de massa fecal na cavidade abdominal).
A previsão de internação é de sete a dez dias. A retomada das atividades de campanha só deve ocorrer 20 dias após a data de internação. Depois da alta, o candidato será submetido a outra cirurgia de grande porte para “reconstruir o trânsito intestinal e retirar a bolsa de colostomia”.
Já a realização da operação já estava prevista para depois que o candidato obtiver alta. De acordo com os médicos ouvidos pela imprensa, esse procedimento só deverá ser realizado em um prazo mínimo de aproximadamente dois meses. Nesse meio-tempo, Bolsonaro seguirá com a bolsa externa ligada à barriga.
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