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Brasil Cinco milhões de crianças brasileiras ainda não foram vacinadas na campanha contra o sarampo e a pólio

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Ação de imunização continua até o dia 31. (Foto: EBC)

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo termina no dia 31 de agosto. Segundo o último balanço, cinco milhões de crianças ainda não foram imunizadas no País. Essa última atualização feita pelos Estados mostra que mais de 55% das crianças em todo o País estão protegidas – a meta é atingir pelo menos 95%.

O Ministério da Saúde pede que os pais levem seus filhos de 1 ano a 5 anos incompletos até a unidade de saúde mais próxima para se protegerem contra essas doenças. As vacinas são disponibilizadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

A campanha tem como objetivo imunizar quem nunca tomou a vacina; completar todo o esquema de vacinação de quem não tomou todas as vacinas; e dar uma dose de reforço para quem já se vacinou completamente (ou seja, tomou todas as doses necessárias à proteção).

Esse tipo de campanha que inclui o reforço da dose, informa o Ministério da Saúde, acontece de quatro em quatro anos e já estava prevista no orçamento da pasta. Neste ano, no entanto, a campanha é ainda mais importante em razão da volta da circulação do sarampo no território brasileiro e a ameaça da poliomielite.

Todas as crianças com idade entre 1 e 5 anos incompletos precisam comparecer a uma das unidades para se prevenir contra o sarampo e evitar que os dois surtos da doença no Amazonas e em Roraima se espalhem para outros Estados. Já em relação à paralisia infantil, trata-se de uma precaução, já que 312 cidades estão abaixo da meta preconizada para o controle da doença e um caso foi registrado na Venezuela em junho. Não há, contudo, casos de paralisia infantil no Brasil.

Casos de sarampo

O Brasil já teve 1.428 casos confirmados de sarampo em 2018. Os Estados do Amazonas e Roraima apresentam surtos da doença, com 1.087 e 300 casos, respectivamente. Os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Pernambuco e Pará também têm registros da doença.

Adultos também podem se vacinar

A campanha atualmente tem como público-alvo as crianças. O Ministério da Saúde, no entanto, disponibiliza duas doses para os indivíduos entre 12 meses e 29 anos de idade, que ficam à disposição o ano inteiro no SUS independente da força-tarefa atual para a vacinação. Na rede pública, também é possível a vacinação gratuita até os 49 anos (nesse caso, uma dose é administrada).

Quem não pode tomar a vacina?

Gestantes, casos suspeitos de sarampo, crianças menores de seis meses de idade e pessoas imunocomprometidas (com doenças que abalam fortemente o sistema imune).

A vacina é segura?

Sim, afirmam o Ministério da Saúde e a SBIM (Sociedade Brasileira de Imunizações). Ela é feita de vírus atenuado (enfraquecido) e em décadas de imunização no mundo inteiro, apenas casos de alergia a produtos do leite contidos na vacina foram reportados. Hoje, no entanto, há vacinas sem traços de lactoalbumina (proteína do leite da vaca).

Não lembro se tomei a vacina. Devo tomar?

“No sinal de qualquer dúvida sobre se tomou a vacina ou não, ou se teve a doença no passado, vale tomar a vacina. Na pior das hipóteses, a pessoa vai se imunizar à toa”, disse Isabela Ballalai, da SBIM.

tags: Brasil

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