Quinta-feira, 25 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 21 de março de 2018
As investigações sobre os assassinatos da vereadora do Psol Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes contarão com o reforço de mais cinco promotores. Assim, seis representantes do MP (Ministério Público) passam a atuar diretamente no caso. O reforço foi solicitado pelo promotor Homero das Neves Freitas Filho, da 23ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal, e foi autorizado pelo procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem.
Passam a atuar juntamente com Homero Filho os promotores Alexandre Murilo Graças, Alexandre Themístocles de Vasconcelos, Luís Otávio Figueira Lopes, Marcelo Muniz Neves e Márcio José Nobre de Almeida.
Marielle e Anderson foram assassinados na noite da quarta-feira (14) passada no Estácio, Centro do Rio. A vereadora do Psol voltava de um evento na Lapa. O carro em que ela estava juntamente com uma assessora foi seguido por outros dois veículos. De um deles partiram os tiros que mataram a parlamentar e o motorista.
A investigação sobre os crimes é comandada pela Polícia Civil do RJ. O presidente Michel Temer chegou a colocar a PF (Polícia Federal) à disposição para investigar o caso, mas o procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Gussem, determinou que o caso ficasse com a Polícia Civil do Estado. A decisão foi tomada um dia após o crime durante reunião com a PGR (procuradora-geral da República), Raquel Dodge.
Câmeras
Quase metade das câmeras de segurança da Prefeitura do Rio localizadas no percurso de cerca de três quilômetros feito pelo motorista Anderson Gomes e pela vereadora Marielle Franco (PSOL), antes de serem mortos no Centro do Rio, estavam desligadas no momento do crime. O carro dos criminosos que perseguiram o veículo onde parlamentar estava passou por 11 câmeras, mas apenas seis estavam funcionando. A informação foi confirmada pela Prefeitura. Os equipamentos permanecem inoperantes.
A primeira das onze, ainda na Rua do Senado, e a última, na Rua João Paulo I, não constam no sistema do Centro de Operações da Prefeitura, somente no da Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio (CET-Rio). Não há informações do funcionamento delas. Outra, no Largo do Estácio, consta como defeituosa, mas funciona e revelou que a perseguição foi feita por dois carros.
“A câmera de trânsito do Largo do Estácio é de baixa definição mas foi suficiente para descobrirmos que tinham dois carros seguindo. Consegue ver a cor, a marca. É uma informação para a investigação”, diz o secretário da Casa Civil, Paulo Messina.
Segundo ele, porém, as câmeras de trânsito têm resolução limitada e finalidade exclusiva de acompanhar o tráfego. Messina diz que as imagens dos equipamentos inoperantes pouco contribuiriam para a polícia e que a Prefeitura tem planos para anexar ao COR (Centro de Operações) um órgão ligado à segurança pública, com videomonitoramento.
“A missão do COR é somente de operações e monitoramento de crises, como temporais. Nunca teve viés de segurança. Essa, aliás, é uma das coisas que queremos fazer com uma licitação, para criar um anexo ao lado do COR. Não para desviar o foco do Centro de Operações, mas para acrescentar a segurança”.
Os comentários estão desativados.